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2 semanas de detox digital têm impacto na saúde, mostra estudo

A exposição prolongada às telas, a constante conectividade e a sobrecarga de informações vêm sendo associadas ao aumento de ansiedade, estresse, irritabilidade e dificuldade de concentração

André Silva Por André Silva
2 de maio, 2025
em Sem categoria
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2 semanas de detox digital têm impacto na saúde, mostra estudo

Foto: Shutterstock

O uso excessivo da internet e de dispositivos conectados é uma preocupação crescente no campo da saúde mental. A exposição prolongada às telas, a constante conectividade e a sobrecarga de informações vêm sendo associadas ao aumento de ansiedade, estresse, irritabilidade e dificuldade de concentração, especialmente entre os mais jovens. Em um mundo onde estar online o tempo todo praticamente virou regra, desconectar-se parece cada vez mais difícil — e até mesmo impensável.

Esse cenário ganha mais relevância quando se observa o alcance da conectividade móvel. Segundo a União Internacional das Telecomunicações (UIT), em 2023, 78% da população mundial com 10 anos ou mais possuía um telefone celular. No Brasil, dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 161,6 milhões de pessoas nessa mesma faixa etária tinham celular para uso pessoal, sendo que mais de 81% desses aparelhos estavam conectados à internet móvel.

Desafiando essa hiperconectividade, pesquisadores do Departamento de Marketing, Economia Empresarial e Direito da Universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, decidiram analisar os efeitos na saúde de um período sem internet no celular. Os resultados foram publicados na revista científica PNAS Nexus.

Eles constataram que ficar temporariamente sem acesso à rede resultou nos seguintes benefícios:

  • Melhora da saúde mental – mais até do que o uso de antidepressivos
  • Contribuiu para o bem-estar subjetivo, incluindo a satisfação com a vida
  • Favoreceu a capacidade de atenção sustentada

Cerca de 91% dos participantes melhoraram em pelo menos um desses três desfechos, segundo os cientistas.

“Apesar dos muitos benefícios que a internet móvel oferece, reduzir a conexão constante com o mundo digital pode ter grandes efeitos positivos”, escrevem os pesquisadores.

Celular só para ligações e SMS

Para realizar o estudo, os autores instalaram um aplicativo que bloqueou todo o acesso à internet móvel (Wi-Fi e dados móveis) nos celulares dos participantes por duas semanas e monitoraram a adesão à restrição. Nesse período, os voluntários podiam enviar mensagens de texto (SMS), realizar ligações e utilizar computadores.

Os participantes foram divididos em dois grupos e avaliados em três momentos: no início, duas semanas depois e mais duas semanas depois. O primeiro grupo (intervenção) teve o acesso à internet móvel bloqueado nas duas primeiras semanas e o segundo (intervenção tardia), nas duas últimas.

O bloqueio levou a uma redução significativa no uso dos aparelhos: o tempo médio de tela no grupo de intervenção diminuiu de 314 minutos (5h14) no início da pesquisa para 161 minutos (2h41) duas semanas depois. Já no grupo de intervenção atrasada, o tempo diário de tela passou de 336 minutos (5h36) no início do estudo para 190 minutos (3h10).

Segundo os autores, as pessoas passaram a usar o tempo livre para socializar pessoalmente, praticar exercícios e ter contato com a natureza, o que poderia explicar parcialmente os benefícios psicológicos observados com o tempo sem conexão.

O desafio de desligar

Mas nem todos conseguiram “desligar”.

Os autores ressaltam que a adesão ao bloqueio da internet foi um desafio. Dos 467 voluntários que inicialmente se comprometeram, apenas 266 configuraram o aplicativo necessário e somente 119 (25,5%) mantiveram o bloqueio ativo por pelo menos 10 dos 14 dias de intervenção.

Ainda assim, mesmo os que não seguiram completamente a proposta do estudo apresentaram melhorias — mais modestas — na saúde mental, no bem-estar e na capacidade de atenção.

Brain rot

Coordenador do Serviço de Psiquiatria do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Alaor Carlos de Oliveira Neto afirma que as evidências científicas vêm indicando que o uso excessivo da internet, ao intensificar o consumo de conteúdos em telas, pode impactar negativamente a saúde mental.

“O tempo excessivo diante das telas tem sido associado a prejuízos no desenvolvimento cerebral de jovens, com o agravamento de sintomas depressivos e ansiosos”, diz Oliveira Neto.

“Em crianças pequenas, esse excesso pode comprometer a capacidade de regular emoções, levando a maior irritabilidade e dificuldades no processamento emocional”, acrescenta. Outros efeitos observados são alterações nos padrões de sono.

Os prejuízos compõem o termo “brain rot” (ou “cérebro podre”), eleito a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford. “O termo busca descrever o que acontece quando uma pessoa passa tempo excessivo no ambiente online, transferindo sua atenção e consciência do mundo real para o ambiente virtual”, explica Oliveira Neto.

“Ao interromper o acesso constante a essas experiências digitais, muitos relataram uma redescoberta da vida real e um aumento na sensação de bem-estar subjetivo”, destaca.

Em busca de equilíbrio

Oliveira Neto pondera que não se trata de “demonizar” o ambiente digital, mas de buscar o equilíbrio. “A geração FOMO (do inglês fear of missing out, ou medo de perder algo) não pode se deixar levar a ponto de abrir mão das experiências cotidianas, sociais e afetivas no mundo real”, afirma.

“O tempo é nosso bem mais precioso em vida, e ter consciência do seu valor é a maneira mais inteligente de repensar nossas atitudes”, ensina o médico do Oswaldo Cruz.

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O psiquiatra Arthur Guerra, do Hospital Sírio-Libanês, concorda. “O problema é que usamos telas para todas as coisas”, diz. “Vivemos em um mundo onde é cada vez mais difícil se desconectar da internet móvel.”

“A internet não é um mal e o uso de telas também não, o que faz mal é o exagero. O segredo está em saber dosar, e a base disso é o bom senso”, conclui Guerra.

Para ajudar nessa tarefa, foi lançado em março o Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais. O documento reúne análises e recomendações sobre o uso de telas por crianças e adolescentes.

Fonte: Guia da Farmácia
André Silva

André Silva

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