Em breve, farmacêuticos de todo o Brasil poderão realizar o curso de habilitação em prescrição de contraceptivos oferecido pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). A proposta de desenvolvimento da atividade foi apresentada em plenária e aprovada pelo conselheiros federais na última quinta-feira (20.02).
Quem trouxe a ideia foi o Grupo de Trabalho de Educação Permanente do CFF, por meio da especialista Walleri Reis. Ela reforçou que a resolução nº 12/2024 já trata da prescrição de contraceptivos hormonais por farmacêuticos, inclusive com um protocolo clínico associado. “Só que a gente vem percebendo que existe uma demanda por capacitação em todo o Brasil. Entendemos que o material técnico é importante para o apoio, mas que é necessário capacitar os farmacêuticos. Por isso, apresentamos este escopo de oferecer o curso”, justificou.
Esta habilitação é considerada uma subespecialidade clínica e se enquadra nas normas para que o farmacêutico possa obter o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), junto com a carga horária de outros cursos, que foi regulamentado pelo CFF também na quinta-feira (saiba mais). “Então, esta capacitação já seria uma subespecialidade farmacêutica na área da saúde da mulher, que é essencial e vai muito além da prescrição de contraceptivos hormonais, pois aborda o direito reprodutivo da mulher e já é uma realidade para a nossa profissão”, afirma Walleri Reis.
O presidente do CFF, Walter Jorge João demonstrou pleno apoio às capacitações. É certo que, além de definirmos as atribuições, nos cabe oferecer alternativas para instrumentalizar os farmacêuticos nas áreas que pretendem se especializar. Por isso, estamos desenvolvendo novos cursos, além dos que já estão disponíveis como o de vacinação, de linguagem de Libras e de prescrição farmacêutica, todos disponíveis no nosso portal edufarma”, destacou o diretor.
O curso
A capacitação terá 60 horas, composta por 48 horas de conteúdo teórico-prático, divididas em 4 módulos de 12 horas, somados a outras 10 horas de estudo assíncrono e outras 2 horas de avaliação. “O estudo assíncrono é necessário porque nós temos um protocolo, um material didático, e queremos trabalhar metodologias ativas, como, por exemplo, a metodologia invertida, com aqueles que já seguem o protocolo, para que a gente possa discutir e dar confiança para estes farmacêuticos.”
A organização do curso inclui o panorama geral da área da prescrição de contraceptivos, com histórico, importância, alguns dados e já serão realizadas atividades práticas. Também serão estudados, especificamente, os contraceptivos orais, injetáveis e outras apresentações farmacêuticas, seguido de um módulo aplicado de atividades.
Discussão sobre esse post