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Conheça os alimentos que mais causam gases

Entre os campeões da produção de gases estão os vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho, ricos em enxofre e açúcares não digeríveis

André Silva Por André Silva
23 de junho, 2025
em Nutrição
0
Conheça os alimentos que mais causam gases

Foto: Shutterstock

Muitas pessoas sofrem com estufamento, barriga inchada ou desconforto abdominal com frequência, e a culpa pode estar no que se coloca no prato. De acordo com Cintya Bassi, coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, muitos alimentos comuns do dia a dia são verdadeiros catalisadores de gases — tudo por conta da fermentação feita pelas bactérias no intestino grosso.

“Isso acontece especialmente com alimentos ricos em fibras e certos tipos de carboidratos que não são totalmente digeridos no estômago”, explica a nutricionista. Ao chegar ao intestino grosso, esses componentes sofrem fermentação e liberam gases, e quase sempre, causam algum desconforto.

Entre os campeões da produção de gases estão os vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho, ricos em enxofre e açúcares não digeríveis.

Leguminosas como feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico também entram na lista, assim como cereais (aveia, cevada), frutas (maçã, pera, manga, melancia, pêssego) e até proteínas animais em excesso, que favorecem a proliferação de bactérias “ruins” no intestino.

Hábitos que colaboram para formação de gases

A sensibilidade a esses alimentos varia de pessoa para pessoa. “Alimentação desbalanceada, intolerâncias alimentares, digestão ineficiente e até alterações hormonais — como as que ocorrem durante a menstruação — podem piorar o quadro”, destaca Cintya.

Hábitos simples, como falar enquanto come, usar canudo ou mascar chiclete, também colaboram com a formação de gases ao aumentar a entrada de ar no trato digestivo.

Alguns alimentos, quando consumidos juntos, potencializam o efeito bomba. “Combinar feijão com brócolis em uma mesma refeição, por exemplo, ou uma sopa só com alimentos fermentáveis, aumenta as chances de desconforto”, alerta.

Misturas como leite com aveia ou iogurte zero com frutas como manga também podem piorar o problema.

Estilo de vida

Além da alimentação, fatores como estresse, sedentarismo, uso de medicamentos, noites mal dormidas e até ansiedade podem alterar o funcionamento intestinal.

“A falta de atividade física reduz a motilidade do intestino, favorecendo o acúmulo de gases”, diz.

Quem sofre com gases frequentes pode adotar algumas estratégias para amenizar o problema:

  • Cozinhar bem os alimentos fermentáveis
  • Evitar frutas até 2 horas após as grandes refeições
  • Mastigar devagar e evitar bebidas durante as refeições
  • Utilizar enzimas digestivas em casos de intolerância
  • Probióticos e prebióticos: aliados do bem-estar

Segundo Cintya, o uso de probióticos (como os encontrados em iogurtes naturais, kefir e kombuchá) e prebióticos (fibras presentes em frutas, legumes e verduras) ajudam a equilibrar a flora intestinal.

“Dê preferência a alimentos menos fermentadores, como mamão, melão, morango, alface, escarola e abóbora”, orienta.

Quando procurar ajuda médica?

O alerta vermelho acende quando os gases vêm acompanhados de dor abdominal intensa, inchaço persistente, odor muito forte ou alteração no hábito intestinal. “Nesses casos, o ideal é buscar avaliação médica para investigar possíveis disfunções digestivas ou doenças mais sérias”, conclui.

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