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Home Estilo de Vida

Suplementos: vídeos falsos vendem ‘cura’ até de câncer

O setor de suplementos é o que mais recebe denúncias de infração às medidas sanitárias no Brasil, de acordo com a Anvisa

André Silva Por André Silva
1 de dezembro, 2025
em Estilo de Vida
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Suplementos: vídeos falsos vendem ‘cura’ até de câncer

Foto: Shutterstock

Contas no TikTok com mais de 5,5 milhões de seguidores e mais de 350 anúncios ativos nas redes sociais da Meta prometem que suplementos alimentares podem “acabar com a insônia e a ansiedade em uma semana”, “dar fim ao diabetes com dois meses” e “libertar seu filho das drogas”. Os vídeos usam inteligência artificial para simular depoimentos, reportagens e médicos que vendem promessas milagrosas e indicam cápsulas ou gotas para substituir tratamentos contra doenças graves.

O setor de suplementos é o que mais recebe denúncias de infração às medidas sanitárias no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão de fiscalização informou que, entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação abertos pela agência tratavam desses produtos. Mais da metade das denúncias está relacionada à propaganda enganosa de suplementos vendidos em plataformas digitais.

Em uma busca nas redes sociais, o Verifica identificou contas no TikTok e anúncios da Meta – dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp –, que vendem soluções para diabetes, endometriose, miomas, candidíase, dificuldade para engravidar, câncer de próstata e de mama, cura de glaucoma e catarata, pressão alta, vício em drogas, ansiedade, depressão, transtornos, impotência sexual e outros problemas de saúde.

Os produtos têm em comum a estratégia de se venderem como tratamentos “totalmente naturais” e que podem agir “na raiz do problema”, sendo uma “solução definitiva” para as doenças. É comum que usem deepfake de figuras públicas, como o médico Drauzio Varella e a apresentadora Renata Vasconcellos, para passar credibilidade aos usuários. Outra característica frequente são frases sobre “segredos que a indústria farmacêutica não quer que você saiba” para instigar as vendas.

Os anúncios de suplementos fazem parecer que os produtos são remédios aprovados pela Anvisa, apesar de o órgão de fiscalização proibir a prática.

“Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não servem para prevenir ou curar doenças”, explicou a agência em nota.

Os suplementos são “destinados a pessoas saudáveis” e servem apenas para fornecer nutrientes que complementam a alimentação, segundo a Anvisa.

A maioria dos produtos identificados pelo Verifica não tem descrição da composição, mesmo que a agência sanitária exija essas informações no rótulo. A reportagem procurou as empresas dos suplementos citados para questionar sobre as promessas feitas nas redes sociais, mas nenhuma delas respondeu.

As empresas “Sono Leve”, “Diurie Fit Black”, “GlicoControl”, “GlicoStop”, “LowGlico”, “Nutra Vida” e “NervoVision” não tinham contato disponível na internet. Não foi encontrado o número de CNPJ em marketplaces que realizam a venda dos produtos.

Ao ser questionada sobre os anúncios fraudulentos, a Meta comentou sobre o crescimento de fraudes digitais nos últimos anos. A empresa disse que está “testando o uso de tecnologia de reconhecimento facial, aplicando nossas regras contra golpes e empoderando as pessoas a se protegerem através das muitas ferramentas de segurança e alertas existentes em nossas plataformas”.

O TikTok informou ao Verifica que removeu as contas com os anúncios e vídeos fraudulentos na rede social. A plataforma afirmou que proíbe “desinformação que possa causar danos significativos às pessoas ou à sociedade”, como conteúdos falsos sobre saúde ou que desencorajam cuidados de condições com risco de vida.

Depoimentos falsos vendem suplementos para vícios em drogas e depressão

Por meio da biblioteca de anúncios da Meta, a reportagem identificou propagandas que se valem de temas sensíveis e condições urgentes para chamar a atenção nas redes sociais. Os suplementos “100VCIO” e “F1MVCIO” são vendidos em pelo menos 93 anúncios ativos na plataforma e prometem tratar pacientes com vícios em drogas. Eles apelam para depoimentos de supostas mães desesperadas que teriam curado seus filhos com os produtos.

A fim de convencer os usuários das recomendações, são exibidos depoimentos de familiares gerados com inteligência artificial. Os conteúdos dizem, por exemplo: “Chega de ver seu filho destruído pelas drogas”, “pare de gastar com clínicas caras e internações traumáticas” ou “ajude quem você mais ama a sair do vício”.

Os anúncios afirmam até mesmo que o “tratamento” poderia ser usado sem o consentimento do paciente.

“Eu cheguei num ponto onde o medo virou rotina, medo de sair de casa e voltar com a casa arrombada, medo de acordar no meio da noite com meu filho gritando, quebrando as coisas, pedindo dinheiro ou ameaçando se matar”, diz um dos vídeos.

“Foi aí que eu conheci a doutora Bianca, ela me falou do tratamento fim vício, o do frasco azul, e quando ela me explicou que eu podia aplicar o tratamento sem ele saber, eu chorei de alívio”.

Segundo o doutor em psicologia social Leogildo Alves Freires, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), as promessas se aproveitam da vulnerabilidade emocional e física de indivíduos que enfrentam doenças graves.

“As propagandas vão beber dessa fonte de desespero, falta de informação clara e opções alternativas, tudo para achar uma solução fácil diante da incerteza e complexidade do tratamento médico convencional”, disse.

O site do produto “F1MVCIO” afirma que o suplemento é indicado para tratar “absolutamente todos os tipos de vícios, álcool, cigarro e drogas em geral” e que ele “traz equilíbrio para a química do cérebro”.

Os resultados são “visíveis na primeira semana de uso”, diz a página. Mensagem semelhante consta no site do “100VCIO”, que afirma que os resultados são vistos nos “primeiros sete dias”.

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Existem outros anúncios ativos na Meta que prometem a cura de ansiedade, insônia e depressão com o suplemento “Sono Leve”. A publicidade indica a substituição de remédios tarja preta pelo suplemento.

Na plataforma da Anvisa, que permite a consulta de medicamentos ou cadastro de alimentos, não foi encontrado o registro do produto. Além disso, não há nenhum site oficial, além de vendas em marketplaces.

O especialista em psicologia social explica que não há fundamento para as alegações de que suplementos possam curar condições complexas como ansiedade, depressão, transtornos ou vícios.

“Isso é uma simplificação perigosa”, afirmou. “As condições de saúde demandam psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, em muitos casos, uma medicação específica, com dosagem específica também”.

Segundo Freires, é possível que, em alguns casos, seja necessária a reposição de vitaminas e nutrientes específicos, especialmente se houver uma deficiência comprovada em exame.

“No entanto, essa é uma situação particular e não regra, já que suplementos em sua maioria não substituem medicamentos usados no tratamento de insônia”, disse.

“Problemas de saúde, como estresse, ansiedade e outros quadros médicos exigem tratamento direcionado e não apenas uma solução rápida com suplementos”.

Propagandas prometem até mesmo reverter laqueadura

O Verifica ainda localizou 12 anúncios no Facebook e um perfil no TikTok com mais de 8,9 mil seguidores e 90,5 mil curtidas que indicam o suplemento “NutraVida” para mulheres que querem engravidar.

A promessa é de que o produto irá “limpar e regenerar os seus ovários, as trompas e o seu útero” e atuar em miomas, endometriose, cistos e na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). O suplemento ajudaria mulheres, mesmo laqueadas, a engravidar.

O ginecologista e obstetra João Bosco explica que não existem evidências de que os suplementos sejam capazes de cumprir as promessas feitas nos anúncios.

“Não têm sentido na alegação de que suplementos possam reverter uma laqueadura, por exemplo”, disse. “Isso irá sensibilizar uma mulher com baixa informação, que irá usar um produto oferecido com fake news na mídia social”.

Suplementos não são indicados para todas as pessoas; uso pode ter riscos

A nutróloga Isolda Prado, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, e a endocrinologista Carolina Janovsky, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explicaram ao Verifica que a maioria das pessoas atinge as necessidades nutricionais por meio de uma alimentação equilibrada. Os suplementos são usados apenas em casos específicos.

“São indicados quando há deficiências comprovadas, como de ferro, vitamina D ou vitamina B12; em fases da vida com maiores demandas, no caso de gestantes, lactantes, idosos ou atletas; ou condições clínicas específicas, no caso de doenças que prejudicam a absorção intestinal, por exemplo”, disse Isolda.

A médica Carolina explica que o uso indiscriminado de suplementos alimentares pode, pelo contrário, trazer riscos sérios.

“Vitaminas podem se acumular e causar toxicidade, como lesão hepática, calcificação de órgãos e alterações neurológicas”, afirmou. “O excesso de ferro também pode danificar o fígado e o coração”.

Segundo a endocrinologista, suplementos para emagrecimento ou ansiedade podem “esconder medicamentos proibidos misturados, trazendo risco de arritmia, hipertensão ou dependência”.

Além disso, existe o risco de interagirem com remédios em uso, alterando doses e efeitos. “Sempre desconfie de anúncios que prometem resultados rápidos, naturais e definitivos”, complementou.

A categoria de suplementos alimentares foi criada em 2018 pelo Ministério da Saúde. A resolução definiu regras que devem ser seguidas pelos produtos, incluindo informações como a lista de composição e ingredientes, advertências de uso, tabela nutricional e restrições de uso. Desde 2024, é obrigatório que todos os suplementos sejam notificados à agência.

Em nota, a Anvisa afirmou que as alegações de benefícios à saúde apresentados por suplementos não devem extrapolar o que demonstram as evidências científicas. Caso haja dúvidas sobre a regularidade de um produto, o consumidor pode consultar o órgão local de vigilância sanitária ou a Central de Atendimento Anvisa.

Fonte: Guia da Farmácia
André Silva

André Silva

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