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#BoraCorrerAracati: Confira 9 principais causas de dor na corrida e o que fazer para evitar

A dor na corrida, na maioria dos casos, pode ser evitada por meio da realização de alongamentos antes e depois da corrida

André Silva Por André Silva
18 de setembro, 2025
em Vida saudável
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#BoraCorrerAracati: Confira 9 principais causas de dor na corrida e o que fazer para evitar

Foto: iStock

A dor durante a corrida normalmente é causada por lesões ou inflamações nos músculos, tendões, articulações ou ossos, devido a entorses, distensões ou cãibras, mas também pode surgir devido à prática constante da corrida, o que sobrecarrega os músculos e articulações, resultando em lesões crônicas, como  a fascite plantar ou a síndrome da banda iliotibial, por exemplo.

A dor na corrida, na maioria dos casos, pode ser evitada por meio da realização de alongamentos antes e depois da corrida, consumo de água durante o dia e durante a realização do exercício, além do uso de tênis específicos para corrida.

No entanto, quando se sente dor durante a corrida, é recomendado parar de correr, repousar e, de acordo com o local da dor e a sua causa, colocar gelo, alongar ou dobrar o corpo para a frente, por exemplo. No entanto, se a dor não melhorar ou piorar, deve-se consultar o ortopedista para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento mais adequado, se necessário.

Principais causas

As principais causas de dor na corrida são:

1. “Dor de burro”

A dor de burro, também chamada de “dor no baço” ou “dor de lado”, inicia-se de forma repentina, sendo sentida como uma sensação de pontada ou fisgada na lateral da barriga, logo abaixo das costelas, e geralmente surge devido ao esforço excessivo durante a corrida, sendo comum de ocorrer em pessoas que estão iniciando os treinos de corrida.

A causa exata da dor de burro, que é conhecida cientificamente como dor abdominal transitória relacionada ao exercício, ainda não é completamente esclarecida, no entanto, pode estar associada com a falta de oxigênio no diafragma, pois quando se respira incorretamente durante a corrida, o consumo de oxigênio torna-se insuficiente, o que provoca espasmos no diafragma, causando dor.

Além disso, outras possíveis causas da dor de burro são a contração do fígado ou do baço durante o exercício físico ou quando se come pouco tempo antes da corrida e o estômago fica cheio, colocando pressão no diafragma.

O que fazer: é recomendado diminuir a intensidade do exercício até a dor desaparecer e massagear a área onde dói com os dedos, inspirando profundamente e expirando lentamente. Outra técnica para aliviar a dor de burro inclui dobrar o corpo para a frente, para alongar o diafragma.

2. Canelite

A dor na canela durante a corrida pode ser causada pela canelite, que é uma inflamação na tíbia, que é o osso da canela, ou nos tendões e músculos que o rodeiam.

Normalmente, a canelite, que também é chamada de síndrome do estresse tibial medial, surge quando se exercita excessivamente as pernas, por aumentar o número de treinos por semana, mudanças no ritmo da corrida, ou correr longas distâncias.

Além disso, a canelite também pode surgir por pisar incorretamente durante a corrida, sendo que pessoas que têm os pés chatos ou um arco do pé mais rígido, tem um maior risco de desenvolver uma canelite. Saiba mais sobre a canelite.

O que fazer: deve-se parar de correr, repousar e colocar compressas frias ou gelo, durante 15 minutos, no local da dor para diminuir a inflamação. Se necessário, usar remédios analgésicos e anti-inflamatórios como o ibuprofeno para aliviar a dor e reduzir a inflamação, conforme orientado pelo ortopedista.

3. Entorse

As entorses são provocadas por uma excessiva distensão dos ligamentos devido a traumatismos, movimentos bruscos do pé, má colocação do pé ou quando se tropeça, por exemplo, podendo ocorrer no tornozelo, no calcanhar ou no pé, por exemplo.

Geralmente, a dor surge imediatamente após o acidente ou movimento brusco e é muito intensa, podendo impedir que se coloque o pé no chão. Por vezes, a dor pode diminuir de intensidade, mas depois de algumas horas e à medida que a articulação vai ficando inflamada, a dor volta a aparecer.

O que fazer: deve-se parar a corrida, elevar a perna, evitando fazer movimentos com a região afetada e aplicar compressas frias ou gelo sobre a articulação afetada. Se necessário, usar um remédio para a dor e inflamação como o diclofenaco ou paracetamol até consultar o médico. Em alguns casos, pode ser necessário usar uma tala ou gesso para imobilizar a articulação afetada e acelerar a recuperação. Veja como tratar a entorse de tornozelo.

4. Síndrome do trato iliotibial

A síndrome do trato iliotibial é uma inflamação que surge na banda iliotibial, que é um ligamento que se inicia na lateral externa da coxa, se inserindo na lateral do joelho e no quadril, provocando inchaço e intensa dor na lateral externa do joelho, sendo por isso popularmente chamada de “joelho de corredor”.

Essa inflamação, é comum em pessoas que correm longas distâncias, causada pelo atrito da banda iliotibial com o epicôndilo lateral, que é uma proeminência óssea na lateral do fêmur.

O que fazer: diminuir o ritmo de treinos de corrida, repousar o joelho e aplicar gelo por 15 minutos várias vezes ao dia. Caso a dor não desapareça, deve-se consultar o ortopedista que pode indicar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, ou usar pomadas anti-inflamatórias como Cataflan, para diminuir a inflamação e a dor.

Além disso, também é importante fortalecer os glúteos e os músculos abdutores, na parte lateral da coxa, para diminuir esta dor, e fazer alongamentos para os músculos da parte posterior e lateral das pernas. O ideal é não voltar a correr enquanto a dor não estiver solucionada, o que pode demorar cerca de 3 a 5 semanas.

5. Distensão muscular

A distensão muscular pode acontecer quando o músculo estica demais, provocando uma distensão ou estiramento muscular, que pode acontecer na panturrilha, sendo conhecida como síndrome da pedrada.

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A distensão muscular normalmente acontece quando se contrai rapidamente o músculo ou quando há sobrecarga na panturrilha durante o treino, fadiga muscular, postura inadequada ou diminuição da amplitude de movimento.

O que fazer: deve-se parar de correr e colocar uma compressa fria ou gelo por aproximadamente 15 minutos até consultar o médico. Geralmente, o médico recomenda a realização de exercícios de fisioterapia.

6. Cãibra

Outra causa de dor no pé ou na panturrilha na corrida é a cãibra, que ocorre quando há uma contração rápida e dolorosa de um músculo. Normalmente, as cãibras surgem após um exercício físico intenso, devido à falta de água no músculo.

O que fazer: caso a cãibra apareça durante a corrida, é recomendado parar a corrida e alongar o músculo afetado. Em seguida, fazer uma massagem leve no músculo para reduzir a inflamação e a dor.

7. Fascite plantar

A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar, que é um tecido localizado na sola do pé, desde o calcanhar até os dedos, responsável por dar suporte ao arco do pé e absorver o impacto ao pisar, causando intensa dor no calcanhar durante a corrida ou dor sensação de queimação e desconforto, especialmente ao acordar.

Esse tipo de inflamação pode surgir devido a corridas de longa distância, uso de tênis inadequado para corrida ou ainda devido a pé chato, por exemplo.

O que fazer: aplicar uma compressa de gelo por 15 minutos na sola dos pés, cerca de 2 vezes ao dia, usar uma palmilha indicada pelo ortopedista ou usar pomadas ou comprimidos de anti-inflamatórios indicados pelo médico. Além disso, é importante fazer alongamentos para ajudar na recuperação. Veja os principais tratamentos para a fascite plantar.

8. Fratura por estresse

A fratura por estresse é uma pequena rachadura ou microfratura que surge no osso, geralmente na canela ou no pé, que pode ocorrer por uma sobrecarga no osso devido a uma fadiga nos músculos, que se tornam incapazes de absorver o impacto da corrida, resultando em dor ou inchaço no local da fratura, dor durante a corrida que não melhora após a atividade ou dor que surge mesmo em repouso.

Esse tipo de fratura pode surgir devido a um programa de treino de corrida muito intenso, alteração da superfície em que a corrida é feita, como correr na esteira e passar a correr na rua, por exemplo, ou utilizar tênis inadequados para corrida.

O que fazer: deve-se interromper os treinos de corrida, aplicar compressas de gelo por 10 minutos na região afetada e repousar. Além disso, deve-se consultar o ortopedista para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado que pode ser feito com o uso imobilização, remédios ou cirurgia. Veja todas as opções de tratamento para a fratura por estresse.

9. Tendinopatia de Aquiles

A dor na corrida também pode surgir devido a tendinopatia de Aquiles que é uma inflamação no tendão de aquiles, localizado no calcanhar, resultando em dor, sensação de queimação ou rigidez do calcanhar, que piora com a atividade física, ou que pode surgir especialmente pela manhã.

Essa inflamação geralmente é causada pelo estresse repetitivo no tendão, como aumento da distância na corrida, ou ainda por rigidez nos músculos da panturrilha.

O que fazer: é importante interromper os treinos de corrida, aplicar compressas frias para reduzir a inflamação, ou usar remédios anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, receitados pelo ortopedista. Além disso, pode ser recomendada fisioterapia. Nos casos em que a dor não melhora em cerca de 6 meses, o médico pode indicar uma cirurgia para reparar o tendão.

Fonte: Tua Saúde
André Silva

André Silva

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