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Pílula do exercício e Ozempic: quais são as diferenças?

Apesar de ambos os compostos atuarem no metabolismo corporal e serem associados ao emagrecimento, seus mecanismos de ação e finalidades clínicas são distintos

André Silva Por André Silva
25 de abril, 2025
em Saúde
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Pílula do exercício e Ozempic: quais são as diferenças?

Foto: Shutterstock

A chamada “pílula do exercício” ganhou destaque nos últimos dias por prometer efeitos semelhantes aos da prática física sem que o paciente precise, de fato, se exercitar. Em paralelo, o Ozempic, medicamento originalmente desenvolvido para tratamento de diabetes tipo 2, segue popular entre quem busca alternativas para perda de peso.

Apesar de ambos os compostos atuarem no metabolismo corporal e serem associados ao emagrecimento, seus mecanismos de ação e finalidades clínicas são distintos. No entanto, a comparação entre eles pode gerar dúvidas.

Como funciona a pílula do exercício

A nova substância apelidada de “pílula do exercício” atua na queima de gordura e no aumento da resistência do corpo. O composto, identificado como SLU-PP-332, estimula uma proteína chamada ERR (estrogênio receptor relacionado), que desempenha papel importante na regulação da energia celular.

Segundo pesquisadores da Universidade de Washington, o medicamento foi testado em camundongos sedentários e mostrou efeitos semelhantes aos do exercício físico regular. Os animais apresentaram redução da gordura corporal, melhora na resistência muscular e aumento da queima de calorias, mesmo sem atividade física.

“A chamada ‘pílula do exercício’, ainda em fase experimental, busca ativar vias metabólicas e celulares semelhantes às ativadas durante o exercício físico”, explica o Dr. Marco Aurélio Neves, ortopedista e especialista em cirurgia do Quadril e Joelho do Instituto da Mobilidade – SP. “Ela tenta simular as adaptações musculares e metabólicas do exercício físico.”

Segundo ele, há uma semelhança conceitual com substâncias como o AICAR e o GW501516, que foram investigadas no passado para uso esportivo, mas não chegaram ao mercado por causa dos efeitos colaterais. “Alguns compostos naturais, como o BAIBA, também estão sendo estudados como miméticos naturais do exercício.”

Como o Ozempic age no corpo

Já o Ozempic tem como princípio ativo a semaglutida, substância que imita o hormônio GLP-1, responsável por regular o apetite e os níveis de glicose no sangue. Com ação no cérebro, o medicamento promove maior saciedade, o que leva à redução da ingestão calórica.

“O Ozempic atua no sistema digestivo e no cérebro. Ele prolonga a saciedade, retarda o esvaziamento gástrico e regula os níveis de insulina e glicose, reduzindo o apetite e facilitando o emagrecimento, além de controlar o diabetes tipo 2”, explica o médico.

O remédio ganhou notoriedade também no controle de peso. Em estudo citado pelo G1, pacientes relataram perda significativa de peso com o uso do medicamento, embora também tenham sido observados efeitos colaterais como náusea e constipação.

Pílula do exercício e Ozempic: caminhos diferentes no organismo

Embora ambos estejam ligados à perda de peso, a forma como cada um age no corpo é bastante diferente. O Ozempic reduz o consumo calórico, enquanto a pílula do exercício tenta aumentar o gasto energético.

“Eles podem ter resultados parecidos, como a redução da gordura corporal, mas não atuam pelas mesmas vias”, diz o ortopedista. “O Ozempic ajuda a reduzir a ingestão calórica e melhora o controle glicêmico. Já a pílula atua promovendo mudanças celulares nos músculos, como se o corpo tivesse praticado atividade física, mesmo em repouso.”

Ainda segundo o especialista, o Ozempic não simula o exercício físico. “Ele pode ajudar indiretamente, porque a perda de peso reduz a sobrecarga nas articulações e facilita a retomada da atividade física — mas não promove adaptações fisiológicas como ganho de força ou benefícios neurológicos.”

Indicações de cada medicamento

As indicações também variam de acordo com o perfil do paciente. O Ozempic é aprovado para uso em pessoas com diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso com outras comorbidades.

Já a pílula do exercício, se chegar ao mercado, poderá ser usada em públicos com limitações físicas.

“Ela pode ser uma opção interessante para pacientes com mobilidade reduzida, como idosos frágeis, pacientes acamados ou com doenças neuromusculares — que não conseguem se beneficiar do exercício real”, diz Marco Aurélio. “São ferramentas diferentes, com indicações distintas.”

Pode haver uso combinado?

Com os dois medicamentos atuando em frentes distintas, uma combinação pode fazer sentido no futuro para casos específicos. A estratégia, no entanto, ainda precisaria passar por estudos clínicos rigorosos.

“É uma possibilidade, especialmente em casos complexos de obesidade com limitação funcional”, afirma o ortopedista. “A combinação poderia unir o controle do apetite e glicemia, promovido pelo Ozempic, com o estímulo ao gasto energético e à preservação da massa muscular proporcionado pela pílula do exercício.”

Os medicamentos substituem o exercício físico?

Apesar das promessas, especialistas alertam para o risco de que os medicamentos sejam vistos como substitutos definitivos da prática física. A preocupação é que o público veja as soluções como atalhos para a saúde, sem considerar os múltiplos benefícios do movimento.

“Esse é o maior risco”, alerta o médico. “Existe uma tendência natural de buscar soluções rápidas — e tanto o Ozempic quanto a futura pílula do exercício podem ser vistos como atalhos para saúde e emagrecimento, quando na verdade são apenas ferramentas complementares.”

Para ele, nada substitui os benefícios amplos do movimento. “Fortalecimento muscular, proteção óssea, melhora da saúde mental, cognição, imunidade e conexão social: o exercício real continua sendo a forma mais segura, barata e eficaz de promover saúde e bem-estar.”

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