A luta contra o HIV/Aids é um dos capítulos mais emblemáticos da saúde global. Se nos anos 1980 a infecção representava um quadro grave e de rápida evolução, hoje, a combinação entre ciência, políticas públicas e inovação industrial mudou o curso da epidemia.
Entre os avanços mais relevantes estão a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), estratégias que revolucionaram a prevenção e abriram caminho para um futuro com menos infecções.
No Brasil, a PrEP foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 20171 e, hoje, integra as políticas de prevenção combinada. Quando utilizada corretamente, a eficácia pode superar 90%2. A PEP, indicada em situações de emergência – como relações sexuais sem proteção ou acidentes ocupacionais –, reforça a segurança contra a transmissão.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde (MS) expandiu o acesso: a PEP passou a abranger casos de violência sexual e exposição consentida em 2015, e a PrEP foi ampliada em 2022 para qualquer pessoa sexualmente ativa com 15 anos de idade ou mais. Paralelamente, a oferta em farmácias privadas ampliou a cobertura preventiva.
Essa combinação de fatores já mostra impacto. Em São Paulo (SP), os diagnósticos de HIV caíram 54,6% entre 2016 e 2023, passando de 3.716 para 1.705 casos3.
Nesse contexto, a indústria farmacêutica tem papel decisivo. A Blanver, farmacêutica 100% brasileira, tornou-se uma das principais fornecedoras de antirretrovirais para tratamento e prevenção do HIV. Em parceria com o MS e laboratórios oficiais, gerou economia estimada em mais de R$ 9 bilhões para o SUS por meio da produção local de medicamentos para HIV e hepatite C.
Recentemente, a empresa anunciou novo ciclo de investimentos em seu parque fabril. A expansão aumentará a capacidade produtiva, permitirá novas tecnologias e abrirá espaço para futuras linhas em oncologia e hematologia. “Produzir localmente não é apenas uma questão econômica, mas de soberania em saúde. Cada comprimido fabricado no Brasil significa mais acesso, mais previsibilidade para o sistema e mais segurança para os pacientes”, afirma o CEO da Blanver, Sérgio Frangioni.
Com PrEP e PEP, a prevenção ao HIV vive um ponto de inflexão comparável ao impacto dos antirretrovirais nos anos 1990. A diferença é que o foco agora é impedir a infecção. Para isso, não basta disponibilizar medicamentos: é preciso campanhas educativas, redução do estigma e continuidade das políticas públicas.
Ao investir em inovação e fortalecer a cadeia produtiva, a Blanver reafirma seu papel histórico no enfrentamento ao HIV/Aids. O impacto da PrEP e da PEP dependerá da soma de esforços – indústria, governo e sociedade – para transformar em realidade a possibilidade de uma geração livre do HIV.










