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Home Saúde

Carnaval e medicação: sabia como evitar riscos

Mesmo que isentos de prescrição, os medicamentos não são isentos de orientação e, para isso, o mais correto é buscar orientação farmacêutica antes de consumir qualquer medicamento

André Silva Por André Silva
12 de fevereiro, 2025
em Saúde
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Carnaval e medicação: sabia como evitar riscos

Foto: Shutterstock

Para muitos, é impossível pensar em carnaval sem bebida alcoólica. Se a essa mistura for adicionado algum medicamento, a situação pode ser ainda mais grave. É o que alerta o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRFSP) ao destacar algumas combinações bombásticas que envolvem álcool e medicamentos e podem trazer consequências nocivas ao organismo.

Mesmo que isentos de prescrição, os medicamentos não são isentos de orientação e, para isso, o mais correto é buscar orientação farmacêutica antes de consumir qualquer medicamento.

Kits ressaca

O CRF-SP também chama a atenção para a venda dos chamados “kits ressaca”, uma embalagem com vários medicamentos misturados para quem pretende beber. A prática é proibida pela Anvisa e deve ser denunciada.

Confira a ação do álcool se combinado com as diversas situações abaixo:

Com calmantes

A ação do álcool com os medicamentos que agem no sistema nervoso central (SNC), como os barbitúricos e benzodiazepínicos pode acarretar o aumento do efeito sedativo, possibilidade de coma e insuficiência respiratória.

Com antibióticos

Dependendo do antibiótico, essa combinação pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, como taquicardia, rubor, sensação de formigamento, náusea e vômito. Há a recomendação, inclusive, de que se deve aguardar por três dias após tratamento com metronidazol para voltar a beber álcool. Outros antibióticos que podem potencializar o efeito de hepatotoxicidade quando se ingere álcool são a eritromicina, rifampicina, nitrofurantoína.

Com anticonvulsivantes

Mais efeitos colaterais e risco de intoxicação. Também há risco de diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia.

Com anti-inflamatórios não esteroidais

Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos. Recomenda-se atenção máxima quando se constatar fezes escurecidas (sangrentas), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café. Devem procurar o serviço médico pois esses podem indicar hemorragia no estômago.

Com anti-hipertensivo

Com substâncias como o atenolol, pode ter efeitos aditivos em diminuir a pressão arterial. O indivíduo pode sentir dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios e/ou alterações no pulso ou frequência cardíaca. Esses efeitos secundários são mais susceptíveis de serem vistos no início do tratamento, após um aumento da dose, ou quando o tratamento é reiniciado depois de uma interrupção.

Com antialérgicos

Aumenta o efeito sedativo e pode causar tonturas e desequilíbrio. Anti-histamínicos e álcool podem gerar efeitos indesejáveis como, por exemplo, no caso do uso de dextrometorfano e prometazina, que pode aumentar os efeitos secundários do sistema nervoso, como tonturas, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas também podem sofrer confusão e prejuízo na capacidade de julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora. Portanto, deve-se evitar ou limitar o uso de álcool durante tratamento com dextrometorfano.

Com antidiabéticos

Também pode causar efeito antabuse (náuseas entre outros). Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

Com paracetamol

Pode causar sérios efeitos colaterais que afetam o fígado. Deve-se procurar o serviço médico imediatamente se sentir febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas, erupção cutânea ou prurido, perda de apetite, náuseas, vômitos ou amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos.

Cafeína

A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.

Quanto tempo esperar

O fígado leva, aproximadamente, uma hora para metabolizar uma simples taça de vinho, chope ou ainda um daqueles copos bem pequenos de destilado. O CRF-SP recomenda que se espere, no mínimo, uma hora para cada dose de bebida alcoólica ingerida antes de tomar o medicamento.

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