O autocuidado em saúde tem ganhado espaço como uma importante ferramenta para prevenção e manejo de condições leves do dia a dia. Nesse contexto, os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) desempenham papel relevante ao permitir que sintomas conhecidos e autolimitados, como dor de cabeça, azia, febre e resfriados, sejam tratados de forma segura e responsável.
O desenvolvimento do autocuidado em saúde é um processo contínuo, construído ao longo da vida por meio da educação em saúde, do acesso à informação qualificada e da participação ativa da população no cuidado com a própria saúde.
Para a ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, ampliar o debate sobre o uso racional de MIPs é essencial para fortalecer: o letramento em saúde e capacitar a população a tomar decisões mais informadas sobre sua própria saúde.
O autocuidado responsável também depende da capacidade de compreender informações em saúde, reconhecer sintomas de menor complexidade e identificar situações em que é necessário procurar orientação profissional.
“O autocuidado responsável não significa usar medicamentos sem critério. Pelo contrário, envolve informação, atenção às orientações de uso e compreensão sobre quando é necessário procurar um profissional de saúde”, explica Cibele Zanotta, Presidente Executiva da ACESSA.
O uso correto dos MIPs também pode contribuir para reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde, especialmente em casos leves que podem ser resolvidos de maneira segura no contexto do autocuidado em saúde. O fortalecimento do autocuidado responsável contribui para otimizar recursos do sistema de saúde e permitir maior foco da assistência em condições de maior complexidade.
Informação confiável
Em um cenário de ampla circulação de informações em saúde no ambiente digital, torna-se ainda mais importante fortalecer o acesso da população a conteúdos confiáveis, baseados em evidências científicas e linguagem acessível.
“O acesso à informação confiável é fundamental para que a população consiga exercer o autocuidado em saúde de maneira segura. Ler a bula e o rótulo, respeitar a dose indicada e observar a persistência dos sintomas são atitudes essenciais”, defende Cibele.
Além disso, o farmacêutico exerce papel fundamental não apenas na orientação sobre medicamentos, mas também na promoção do letramento em saúde e do uso racional de medicamentos.
“O autocuidado responsável funciona como aliado do sistema de saúde e dos profissionais médicos, não como substituto. O objetivo é promover maior participação ativa e responsável da população no cuidado com a própria saúde, sem abrir mão da segurança e do acompanhamento adequado quando necessário”, conclui Cibele.
5 orientações para o uso seguro de MIPs
Nesse cenário, a ACESSA aponta cinco dicas para o uso seguro de MIPs. Confira:
-
Consulte atentamente a bula
A bula traz informações essenciais sobre dosagem, contraindicações, tempo de uso e possíveis interações medicamentosas.
-
Respeite a dose recomendada
O uso acima da dose indicada pode causar efeitos adversos e aumentar os riscos à saúde.
-
Evite combinar medicamentos sem orientação
Mesmo medicamentos isentos de prescrição podem interagir com outros produtos e provocar reações indesejadas.
-
Observe a duração dos sintomas
Se os sintomas persistirem, se agravarem ou retornarem com frequência, procure avaliação médica. Reconhecer sinais de alerta faz parte do autocuidado responsável.
-
Em caso de dúvida, procure orientação profissional
O farmacêutico é um importante aliado para esclarecer dúvidas sobre o uso correto dos medicamentos.
Fortalecer o autocuidado responsável significa ampliar a capacidade da população de participar ativamente do cuidado com a própria saúde, sempre com segurança, informação qualificada e integração aos profissionais e serviços de saúde.









