A partir dos 40 anos de idade, a perda gradual de massa muscular passa a ser um processo cada vez mais presente no organismo. Silenciosa e progressiva, a condição impacta força, equilíbrio, mobilidade, metabolismo e qualidade de vida, além de aumentar o risco de quedas, fraturas e doenças associadas ao envelhecimento.
Conhecida como sarcopenia, a perda muscular está relacionada ao envelhecimento natural do corpo, mas também sofre forte influência do sedentarismo, da alimentação inadequada, das alterações hormonais e da baixa ingestão de proteínas.
Segundo a personal trainer e especialista em dor e mobilidade da Bodytech Company, Stephanie Iara Heidorn, pequenas perdas musculares já podem começar ainda antes dos 40 anos de idade, especialmente em pessoas sedentárias.
“O pico de massa muscular costuma ocorrer entre os 25 e 30 anos de idade. A partir desse período, o organismo pode começar a apresentar alterações discretas na capacidade de manutenção muscular, principalmente quando associadas à baixa prática de atividade física, alimentação inadequada, privação de sono, ao estresse crônico e aumento do comportamento sedentário”, explica.
Com o avanço da idade, o organismo também passa por alterações hormonais e redução da síntese proteica muscular. “Estima-se que adultos possam perder cerca de 3% a 8% de massa muscular por década, com aceleração progressiva após os 60 anos de idade”, afirma a especialista.
Massa muscular: sinais de alerta
Perda de força, dificuldade para subir escadas, levantar-se da cadeira, carregar objetos e diminuição da velocidade da caminhada estão entre os principais sintomas.
O ortopedista do Hospital Moriah, Dr. Guilherme Pajanoti, destaca que muitas pessoas não percebem a perda muscular porque o peso corporal pode permanecer estável.
“Muitas vezes, acontece mesmo sem perda de peso na balança, por ocorrer simultaneamente a um aumento de gordura corporal”, explica.
Entre os fatores que mais aceleram o problema está o sedentarismo. “O músculo é altamente dependente de estímulo mecânico e suporte nutricional adequado para sua manutenção. O sedentarismo reduz os estímulos necessários para preservar força e massa muscular”, explica a personal trainer.
A alimentação também tem papel decisivo. A ingestão insuficiente de proteínas dificulta a síntese muscular, principalmente após os 40 anos de idade, quando o organismo apresenta menor eficiência anabólica. Por isso, em alguns casos, a suplementação pode ser indicada.
Segundo o ortopedista, proteínas, creatina e vitamina D podem auxiliar na prevenção e no tratamento da perda muscular, principalmente quando associadas ao exercício físico.
“As proteínas fornecem os aminoácidos necessários para síntese muscular, a creatina contribui para ganho de força e preservação de massa muscular, e a vitamina D é importante para a função muscular, especialmente em pacientes com deficiência”, afirma.










