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Home Saúde

Canetas emagrecedoras: veja os riscos de comprar produtos falsificados

Estima-se que apenas o mercado ilegal movimente R$ 600 milhões por ano no país

André Silva Por André Silva
17 de março, 2026
em Saúde
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Canetas emagrecedoras: veja os riscos de comprar produtos falsificados

Foto: Reprodução

O mercado das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil tem ampliado os alertas sobre riscos sanitários e de segurança do consumidor.

Nos últimos meses, notícias sobre alta demanda, ofertas em canais digitais e revendas informais reacenderam a preocupação com compras fora do circuito regular, incluindo importação irregular, possibilidade de falsificação e falhas de armazenamento (como quebra da cadeia de frio), fatores que podem comprometer a eficácia e aumentar o risco de eventos adversos. Estima-se que apenas o mercado ilegal movimente R$ 600 milhões por ano no país.

Características das canetas emagrecedoras

Esses produtos são medicamentos análogos do hormônio GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em casos específicos, da obesidade, conforme avaliação clínica.

São fármacos sujeitos à prescrição médica, com critérios definidos de indicação e acompanhamento, e que exigem rigor no controle de dispensação, armazenamento e transporte, especialmente por demandarem condições adequadas de conservação.
Todo e qualquer produto, devidamente regularizado pelo Ministério da Saúde, consta em sua embalagem e rótulo informações como lote, validade dentro do período correto e, sobretudo, o código MS. É a permissão para que o item possa seguir com a distribuição e legalização de venda.

Ainda sim, o consumidor deve estar atento aos estabelecimentos, principalmente em vendas on-line, para que não seja enganado e adquira algo sem procedência dos órgãos competentes.
Especialistas e entidades de defesa do consumidor reforçam que o uso sem prescrição e sem acompanhamento médico eleva a probabilidade de dose inadequada, contraindicações ignoradas, interações medicamentosas e efeitos colaterais que podem exigir atendimento de urgência.

Tendo em vista os inúmeros riscos, é preciso orientar a população sobre como identificar aquisição regular, reconhecer sinais de produto suspeito e compreender a importância de avaliação clínica e monitoramento contínuo, reunindo informações de profissionais de saúde e referências regulatórias no país.

Medicamentos falsificados e riscos à saúde

De acordo com o coordenador farmacêutico do Hub de Saúde da rede de farmácias Pague Menos, José de Maria, a população precisa ficar em alerta.

“Quando falamos de produtos, insumos e medicamentos que transcendem a legalização, levamos em consideração que não estão vinculados ao registro do Ministério da Saúde, trazendo sérios prejuízos como uso inadequado, complicação do contexto de saúde do paciente e que pode acarretar agravos. É importante que o consumidor entenda que a compra de qualquer medicamento deve acontecer em instituições especializadas e que os produtos tenham a rastreabilidade de compra e venda, garantindo o sucesso terapêutico do paciente”, explica.

Outro ponto de atenção são os riscos à saúde. Quando o paciente faz a ingestão ou aplicação de medicamentos não autorizados, ele pode estar submetido a substâncias não identificadas, além de que esses produtos não possuem estudos ou práticas de biossegurança.

“O paciente necessita de um processo terapêutico pleno, com acompanhamento de profissionais capacitados que direcionam esse cuidado integrado à saúde. A partir de medicamentos falsos, o corpo pode ter reações adversas como hepatopatias, nefropatia, além de mascarar a real condição que o usuário apresenta. A automedicação é extremamente perigosa. Sendo assim, é essencial a prescrição médica e acompanhamento individualizado”, complementa.

Também é válido destacar que, independentemente do fim, é necessária uma conduta clínica por meio de profissionais da área da saúde para entender a real necessidade do uso desses medicamentos. Além destes, o farmacêutico também pode trazer orientações e tirar dúvidas, sendo o profissional clínico de mais fácil acesso à população para a Atenção Primária à Saúde (APS).

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Fonte: Guia da Farmácia
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