A ciência feita no Brasil acaba de ganhar um merecido reconhecimento internacional. Na última quarta-feira (27 de maio), foram anunciadas as vencedoras do prestigiado prêmio “Ella Innova en Ciencia América Latina e Caribe 2026”. Entre os grandes destaques da noite está a professora Sumbal Saba, do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG), que conquistou a terceira colocação global com um projeto inovador focado no combate à Doença de Alzheimer.
Membro afiliada da Academia Brasileira de Ciências (ABC), a pesquisadora foi premiada pelo projeto “Selênio contra o Esquecimento: Inovação em Química Medicinal Verde para Combater a Doença de Alzheimer”.
O que é a “Química Verde” e como ela combate o Alzheimer?
Para quem não é da área, o nome pode parecer complexo, mas a proposta é genial e sustentável. O estudo da professora Sumbal investiga como o elemento químico selênio pode ser usado para criar novos tratamentos médicos. A grande sacada é o uso da chamada “química verde”, ou seja, métodos de laboratório que geram o menor impacto ambiental possível.
Na prática, as moléculas desenvolvidas na UFG agem em duas frentes principais no cérebro:
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Combate ao estresse oxidativo: Funciona como um escudo protetor para evitar o “envelhecimento” e o desgaste precoce das células cerebrais.
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Proteção dos neurotransmissores: O tratamento impede a destruição de substâncias químicas que o cérebro usa para transmitir mensagens, que são fundamentais para manter a memória ativa.
Mulheres que Inspiram a Ciência
O prêmio “Ella Innova en Ciencia” é uma iniciativa global de alto nível, organizada pela OWSD (Organization for Women in Science for the Developing World) em parceria com o ISC (International Science Council). O objetivo principal é dar visibilidade e impulsionar o trabalho de mulheres cientistas que lideram transformações na América Latina e no Caribe.
“Ver a ciência brasileira, especialmente desenvolvida em uma universidade pública federal, ser coroada em uma plataforma internacional mostra a força e o potencial das nossas pesquisadoras no cenário mundial”, destaca a comunidade acadêmica.
Brasil em Destaque no Pódio
A edição de 2026 foi extremamente positiva para as cientistas brasileiras, que ocuparam duas das três posições do topo. Confira como ficou o pódio das vencedoras:
| Posição | Pesquisadora | País | Foco do Projeto |
| 1º Lugar | Carla Eloísa Fernández Espinoza | Bolívia | Inovação científica regional |
| 2º Lugar | Fernanda Maria Policarpo Tonelli | Brasil | Soluções ambientais sustentáveis |
| 3º Lugar | Sumbal Saba (UFG) | Brasil | Tratamento sustentável para o Alzheimer |
O reconhecimento reforça a importância do investimento em pesquisa básica e aplicada no Brasil, abrindo novos caminhos esperançosos para o tratamento de doenças neurodegenerativas que afetam milhões de famílias ao redor do mundo.










