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Conheça 3 tipos de queda de cabelo e os tratamentos que funcionam

O Washington Post entrevistou cinco dermatologistas sobre algumas das causas mais comuns de queda de cabelo e os tratamentos com evidência científica que podem ajudar no crescimento capilar

André Silva Por André Silva
19 de novembro, 2025
em Beleza
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Conheça 3 tipos de queda de cabelo e os tratamentos que funcionam

Foto: Reprodução

Em uma clínica ao norte de Baltimore, Myriam Lucia Vega Gonzalez atende pacientes todos os dias da semana com todos os tipos de queda de cabelo. “É uma queixa muito, muito comum”, diz Myriam, professora assistente de dermatologia na Universidade Johns Hopkins.

A boa notícia é: “Estamos na era de ouro do cabelo”, avisa Shari Lipner, professora associada de dermatologia clínica no Weill Cornell Medicine. Em outras palavras, há hoje diversos tratamentos eficazes que não estavam disponíveis no passado.

O Washington Post entrevistou cinco dermatologistas sobre algumas das causas mais comuns de queda de cabelo e os tratamentos com evidência científica que podem ajudar no crescimento capilar.

Queda de cabelo padrão

Também conhecida como alopecia androgenética, a queda de cabelo padrão é hereditária e leva a fios progressivamente mais finos e ralos em homens e mulheres com o passar da idade. É também a forma mais comum de queda de cabelo, informa Paradi Mirmirani, dermatologista e especialista em distúrbios capilares na Kaiser Permanente, em Vallejo, Califórnia.

“Os genes determinam muito do que acontece com o cabelo”, comenta Paradi, que também é consultora de várias empresas farmacêuticas que desenvolvem tratamentos contra queda de cabelo.

Queda de cabelo difusa

Também conhecida como eflúvio telógeno, essa queda pode ocorrer após uma doença, infecção, gravidez, cirurgia ou outro evento estressante. A queda pode durar de seis a nove meses antes de o cabelo se recuperar, Myriam explica.

Algumas pessoas que usam medicamentos GLP-1 relataram queda de cabelo, mas não está claro por que isso acontece, observa Carolyn Goh, professora clínica de dermatologia na UCLA Health. Pode ser devido à perda de peso rápida, mudança na dieta ou múltiplos fatores combinados.

Queda de cabelo focal

Esse tipo de queda em placas pode ocorrer devido a uma condição autoimune chamada alopecia areata. (Em casos raros, a perda de cabelo causada pela resposta imune pode ser mais extensa, levando à queda de todos os pelos, incluindo cílios.)

E certos penteados, como rabos de cavalo muito apertados, tranças e extensões podem causar algo chamado alopecia por tração, que leva a danos nos folículos capilares por tensão e consequente queda de cabelo, Myriam ensina.

Quando devo procurar um dermatologista?

Se você perceber que está perdendo mais cabelo do que o normal ou se o couro cabeludo estiver ardendo ou coçando, marque uma consulta com um dermatologista certificado, Carolyn orienta.

“É difícil descobrir qual tipo de queda alguém tem sem ver um dermatologista”, Shari diz. “E o tempo é realmente essencial.”

Quais tratamentos realmente funcionam para queda de cabelo?

O melhor tratamento vai depender do tipo de queda, bem como da idade, gênero, estilo de vida, medicamentos em uso e outras condições de saúde, afirmam as dermatologistas.

Para muitas pessoas com alopecia areata, a condição autoimune, o cabelo pode voltar a crescer, especialmente se a queda for leve, Myriam destaca. Mas dermatologistas podem aplicar injeções de corticoide ou usar pomadas para tratar a inflamação.

Outros tratamentos que podem ajudar incluem:

  • Minoxidil tópico

É um tratamento bem estudado e eficaz, disponível com receita e sem receita, que estimula o crescimento de novos fios.

“Pense nele como um fertilizante”, Paradi informa. “Ele faz o cabelo crescer em todos os lugares.”

  • Minoxidil oral

Tradicionalmente usado para tratar hipertensão, o minoxidil oral também é prescrito off-label para queda de cabelo.

Alguns pacientes preferem tomar o medicamento em comprimidos porque é mais fácil do que aplicar uma loção no couro cabeludo duas vezes ao dia, diz Carolyn.

E um tratamento tópico pode funcionar pior em quem usa gel, creme ou cosméticos nos cabelos diariamente, comenta Shari.

Minoxidil em dose baixa é considerado seguro e eficaz, mas pode causar aumento dos batimentos cardíacos, inchaço nos tornozelos e pés, insuficiência cardíaca ou queda brusca da pressão arterial, Shari alerta.

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  • Finasterida oral

Este medicamento antiandrogênico tem aprovação do FDA para homens e impede o afinamento dos folículos capilares, Paradi avisa. (No Brasil, o medicamento também é aprovado pela Anvisa para o uso entre homens.) Dermatologistas também prescrevem off-label para mulheres, mas há menos estudos sobre seu uso nelas, Carolyn ressalta.

E a finasterida pode causar alguns efeitos adversos sexuais, Shari lembra, mas às vezes os benefícios superam os riscos.

  • Espironolactona

Outro medicamento antiandrogênico, a espironolactona, pode ser usada off-label em mulheres mais jovens, Carolyn esclarece.

Dermatologistas também utilizam procedimentos complementares, como injeções de plasma rico em plaquetas e terapia com luz vermelha de baixa frequência, Paradi acrescenta.

A maioria dos tratamentos leva de seis meses a um ano para fazer efeito, diz Carolyn. E, para mulheres grávidas, “não há realmente um tratamento seguro para queda de cabelo.”

Por que tratamentos não funcionam para todos?

Simplificando: os folículos capilares no couro cabeludo podem estar intactos — e então o cabelo pode voltar — ou podem ter sido destruídos, diz Antonella Tosti, professora de dermatologia da Universidade de Miami.

Quando os folículos estão irremediavelmente danificados (também conhecido como cicatrizados), não há muito o que fazer além de transplante capilar, que move folículos de uma área para outra, Shari ensina.

“Mas lembre-se: transplantes capilares também não são simples”, destaca Shari. Depois de um transplante, é necessário usar medicamentos continuamente para manter o cabelo.

Que tratamentos têm menos evidência?

Suplementos de biotina são divulgados como bons para o cabelo, mas não há boas evidências de que ajudem na queda, avisa Shari. “A menos que você tenha deficiência”, ela afirma. “E isso é extremamente raro.”

A biotina também pode interferir em exames laboratoriais usados para diagnosticar infarto. Por isso, Shari recomenda evitar suplementos com altas doses da vitamina.

“Há ainda menos regulamentação sobre suplementos e produtos cosméticos”, Carolyn informa. “Eles não precisam passar pelos mesmos padrões de segurança que medicamentos.”

Comece construindo hábitos saudáveis — exercício regular, melhor alimentação e sono adequado — antes de comprar suplementos, Paradi indica. “É difícil evitar a genética”, ela afirma. “Mas o que você pode mudar são esses hábitos saudáveis.”

Fonte: CFF
André Silva

André Silva

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