O anúncio das farmacêuticas Moderna e Merck sobre a eficácia de uma vacina experimental contra o melanoma pode ser um marco na oncologia, segundo especialistas, se confirmados os resultados dos testes citados pelas empresas.
Dados até 2025 apontavam que mais de 60 vacinas contra o câncer que utilizam mRNA ou tecnologias semelhantes estavam em desenvolvimento, sendo testadas em mais de 120 ensaios clínicos. Nenhum deles, porém, chegou ainda à fase 3, que testa segurança e eficácia em larga escala.
Quatro grandes farmacêuticas lideram essas pesquisas. Moderna e Merck também testam vacinas com a mesma base tecnológica para cânceres de pulmão, rim e bexiga.
A BioNTech, que também se envolveu na produção de vacina de mRNA contra a covid junto da Pfizer, tem atuado junto com a Roche para desenvolver uma vacina para tratar cânceres de pâncreas e cólon.
A inteligência artificial tem sido uma aliada, com o potencial de acelerar as pesquisas. Com a ajuda da tecnologia, é possível selecionar alvos em tempo recorde.
A complexidade da manufatura personalizada, por outro lado, traz incertezas sobre o valor final do tratamento, sua capacidade de produção em larga escala e sua viabilidade de incorporação em sistemas de saúde públicos e privados.









