Drogaria Farmanato
  • Menu
    • Quem somos
    • Trabalhe conosco
    • SAC
    • Nossas lojas
  • Home
  • Saúde
  • Vida saudável
    • Nutrição
    • Fitness
  • Beleza
  • Encarte
  • Acontece
No Result
View All Result
Drogaria Farmanato
  • Menu
    • Quem somos
    • Trabalhe conosco
    • SAC
    • Nossas lojas
  • Home
  • Saúde
  • Vida saudável
    • Nutrição
    • Fitness
  • Beleza
  • Encarte
  • Acontece
No Result
View All Result
Drogaria Farmanato
No Result
View All Result
Home Doenças

Novas terapias contra o vitiligo abrem caminho para tratamento mais eficaz e duradouro

Abordagens combinam nano e biotecnologia para controle imune e restauração dos melanócitos, células envolvidas na pigmentação da pele

André Silva Por André Silva
4 de setembro, 2026
em Doenças
0
Novas terapias contra o vitiligo abrem caminho para tratamento mais eficaz e duradouro

Foto: Reprodução

Abordagens inovadoras que integram nanotecnologia e biotecnologia estão redefinindo o tratamento do vitiligo, ao propor não apenas o controle da inflamação crônica, mas também a restauração da pigmentação da pele. Em revisão recente publicada na Clinical Reviews in Allergy & Immunology, pesquisadoras da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP discutem como é possível viabilizar o controle de vias moleculares diretamente envolvidas na destruição de melanócitos – células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele, cabelos e olhos e que são afetadas na doença vitiligo.

As estratégias mais recentes destacam o uso de anticorpos e de pequenas moléculas, como os inibidores de Janus quinase, projetadas para se ligarem a um alvo específico no corpo e atuarem na regulação da resposta imunológica. Esses fármacos são encapsulados em nanopartículas, estruturas microscópicas capazes de atravessar o estrato-córneo (a camada mais superficial da pele) e adentrar as camadas mais profundas onde se dá o desenvolvimento do vitiligo. A nanotecnologia também permite a liberação controlada e prolongada do medicamento e já demonstra eficácia superior à de terapias convencionais, como os corticosteroides, versões sintéticas de hormônios que o corpo produz para regular a resposta imune.

Com a ajuda da professora de imunologia Cristina Cardoso, da FCFRP, o artigo também procura ampliar o entendimento sobre a doença. Ele categoriza o vitiligo como uma condição que vai além de uma reação autoimune isolada, tratando-se também de uma falha na restauração da homeostase imunológica, que corresponde à capacidade do corpo de recuperar o seu equilíbrio natural e conter a destruição contínua de melanócitos. No entanto, segundo as autoras, os avanços mais promissores envolvem abordagens de terapia gênica, especialmente com o uso de RNAs silenciadores, capazes de reduzir a expressão de alvos moleculares-chave associadas ao vitiligo.

Essa linha de investigação foi explorada no doutorado da farmacêutica Ana Vitória Pupo, que resultou no desenvolvimento de uma tecnologia atualmente protegida por pedido de patente depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). “A proposta é atuar de forma mais específica nas vias que sustentam a resposta autoimune, ampliando as possibilidades de controle da doença e de repigmentação”, explica a pesquisadora, em entrevista ao Jornal da USP.

Embora o vitiligo não seja uma condição fisicamente incapacitante, “o impacto psicossocial é significativo, uma vez que as alterações visíveis na aparência frequentemente levam à estigmatização, redução da autoestima, ansiedade e depressão”, explica Pupo. Atualmente, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas vivam com a condição e os medicamentos usados em clínicas raramente levam à remissão em longo prazo ou à repigmentação da pele, apesar de serem capazes de estabilizar a doença.

Silenciando genes

Em doenças como o vitiligo, genes específicos operam em estado de superexpressão, produzindo moléculas inflamatórias em níveis elevados e prejudiciais à pele. “A ciência pensou assim:  bom, vamos silenciar esses genes”, conta Maria Vitória Bentley, professora da FCFRP e orientadora do Programa de Ciências Farmacêuticas, que deu origem ao artigo. O RNA de silenciamento, como é conhecida a técnica, tem como principal objetivo degradar o RNA mensageiro, que carrega a informação genética para a produção de uma determinada proteína.

No entanto, a aplicação terapêutica dessa estratégia exige um sistema eficiente de entrega. “Além do RNA de silenciamento direcionado a um alvo específico, é necessário associá-lo a uma plataforma nanotecnológica”, destaca Ana Vitória Pupo.

Segundo a pesquisadora, moléculas de RNA, quando aplicadas isoladamente na pele, apresentam baixa penetração e são rapidamente degradadas. “Por isso, desenvolvemos uma nanopartícula com alta interação com a pele, capaz de modular a permeabilidade cutânea e facilitar a entrada dessas moléculas.”O uso de nanopartículas também abre caminho para abordagens terapêuticas mais abrangentes. “A incorporação simultânea de diferentes RNAs silenciadores e outros fármacos a um único sistema nanoestruturado pode viabilizar uma estratégia multialvo, permitindo controlar a resposta imune e estimular a repigmentação de forma concomitante”, afirma ela.

Foi assim que a tese de Ana Vitória Pupo obteve sucesso no tratamento do vitiligo em camundongos. No laboratório, os animais foram induzidos a desenvolver a doença e receberam a aplicação das nanopartículas carregadas com fármaco e RNAs silenciadores por 15 dias seguidos. Os resultados, ainda não publicados, mostram que o tratamento é capaz de atenuar a resposta imune citotóxica e restaurar a autorregulação, promovendo a repigmentação.

O próximo passo para a pesquisa é o teste em humanos, mas Maria Vitória Bentley observa que é preciso cautela: “Embora os dados em modelo animal sejam promissores, trata-se de um sistema experimental. A resposta em humanos pode diferir. Ainda assim, já temos evidências iniciais de eficácia e o objetivo é avançar no desenvolvimento para que essa estratégia possa, futuramente, beneficiar a população”.

As pesquisadoras advogam ainda pelo tratamento acessível. “A base das nossas partículas não é cara. A gente trabalha com materiais relativamente baratos e simples. A piperina, que é o fármaco, é sintética. O que encarece é o RNA de silenciamento”, explica a professora.

O artigo Vitiligo as a Failure of Immune Resolution and Tissue Regeneration: From Stress Signals to Targeted Immune Modulation está disponível neste link.

Posts Relacionados

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento

21 de outubro, 2026
Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso

Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso

21 de outubro, 2026

Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

21 de outubro, 2026

Saúde do Aracati realiza Dia D de Multivacinação nesta sexta-feira (23)

20 de outubro, 2026
Fonte: CFF
André Silva

André Silva

Posts Relacionados

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento
Saúde

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento

Por André Silva
21 de outubro, 2026
Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso
Estilo de Vida

Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso

Por André Silva
21 de outubro, 2026
Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil
Doenças

Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Por André Silva
21 de outubro, 2026
Proximo post
SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC isquêmico

SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC isquêmico

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recomendados

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento

Outubro Rosa: 36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informação sobre tratamento

21 de outubro, 2026
Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso

Sono: conheça 5 hábitos noturnos que podem prejudicar o descanso

21 de outubro, 2026
Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

21 de outubro, 2026
Saúde do Aracati realiza Dia D de Multivacinação nesta sexta-feira (23)

Saúde do Aracati realiza Dia D de Multivacinação nesta sexta-feira (23)

20 de outubro, 2026
Hipertensão atinge 28% de crianças e adolescentes, mostra estudo

Hipertensão atinge 28% de crianças e adolescentes, mostra estudo

20 de outubro, 2026
Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

20 de outubro, 2026

© Farmanato Comercio de Medicamentos Ltda. Todos os direitos reservados. 10.700.167/0001-19

Nossas Redes

No Result
View All Result
  • Menu
    • Quem somos
    • Trabalhe conosco
    • SAC
    • Nossas lojas
  • Home
  • Saúde
  • Vida saudável
    • Fitness
    • Nutrição
  • Beleza
  • Encarte
  • Acontece

© Fcnn Comercio de Medicamentos Ltda. Todos os direitos reservados. 26.843.356/0001-80