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Home Doenças

Pesquisa de farmacêutico descobre que composto de planta inibe o coronavírus

Pesquisa indica que compostos da copaíba-vermelha podem bloquear a entrada, a multiplicação e os efeitos do coronavírus no organismo

André Silva Por André Silva
30 de abril, 2026
em Doenças
0
Pesquisa de farmacêutico descobre que composto de planta inibe o coronavírus

Foto: Reprodução

Uma substância encontrada nas folhas da copaíba-vermelha, também conhecida como Copaifera lucens dwyer, árvore nativa do Brasil e encontrada principalmente na Mata Atlântica, demonstrou ação contra o vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19. O resultado foi obtido em um estudo conduzido por um grupo internacional de pesquisadores e publicado na revista científica Scientific Reports.

A escolha da copaíba-vermelha para o estudo não foi por acaso. O trabalho contou com a participação do farmacêutico Jairo Kenupp Bastos, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), que possui experiência na área de fitoquímica e no estudo de espécies do gênero Copaifera.

Os cientistas identificaram que compostos presentes na planta atuam de forma multialvo, ou seja, conseguem interferir em diferentes etapas do funcionamento do vírus. Esses compostos são chamados de ácidos galoilquínicos, substâncias já conhecidas por apresentar diversas propriedades biológicas farmacológicas.

Como a substância age

Os pesquisadores prepararam frações ricas nesses compostos a partir das folhas da planta e realizaram testes iniciais para avaliar a segurança do uso nas células hospedeiras. Esses ensaios de citotoxicidade são fundamentais para verificar se a substância pode ser utilizada sem causar danos às células humanas.

Os resultados mostraram que os ácidos galoilquínicos atuam diretamente contra o coronavírus em diferentes formas. Eles conseguem inibir a entrada do vírus nas células, reduzir sua replicação e interferir na produção de proteínas virais. Além disso, apresentam efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores, o que pode ajudar a regular a resposta do organismo à infecção, especialmente em casos mais graves.

Estudos anteriores

Pesquisas anteriores já indicavam que esses ácidos galoilquínicos tem atividades antifúngicas, anticancerígenas e antivirais de amplo espectro, tanto em testes laboratoriais quanto em organismos vivos. Em estudos anteriores, derivados dessas substâncias chegaram a demonstrar capacidade de inibir o HIV-1, com menor toxicidade em comparação a outras moléculas analisadas.

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Fonte: CFF
André Silva

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