A Memed integra sua plataforma ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) para emitir receitas azuis e amarelas digitais.
A mudança abre uma nova frente para o mercado de prescrição digital: documentos que até então dependiam de talonários físicos passam a poder ser emitidos por plataformas conectadas ao sistema nacional.
Agora, a Memed passa a oferecer a nova modalidade aos médicos a partir da liberação oficial das funcionalidades pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“A receita controlada digital envolve todo o percurso da prescrição: desde a concessão da numeração e a identificação de quem prescreve até a assinatura eletrônica e o registro da utilização pela farmácia”, afirma Amanda Fragnan, head de Legal e Policy da Memed.
Como funciona a emissão de receitas azuis e amarelas
Pelas novas regras, a numeração das Notificações de Receita continua sendo concedida pela Vigilância Sanitária local. As sequências destinadas à emissão eletrônica são diferentes das usadas nos talonários de papel.
Por meio da integração com o SNCR, a plataforma associa à receita digital uma numeração válida concedida ao prescritor. O médico continua prescrevendo no ambiente que já utiliza, sem precisar acessar diretamente o sistema da Anvisa a cada atendimento.
“A Memed já opera requisitos previstos na RDC 1000/2025, como identificação do paciente pelo CPF nos casos exigidos e geração automática da data da receita no momento da assinatura.
Também acompanhamos a discussão do tema em conversas técnicas com a Anvisa e mantemos contato sobre os detalhes operacionais da implementação”, completa Fragnan.
Escala e adoção gradual
A nova modalidade chega a uma plataforma com mais de 150 mil médicos ativos, 6,7 milhões de prescrições emitidas por mês e aceitação em mais de 80 mil farmácias no Brasil.
Essa escala permite à Memed acompanhar a adoção das receitas controladas digitais por especialidade e região, a partir de dados agregados e anonimizados.
“Hoje, para emitir uma receita azul ou amarela, o médico depende do talonário físico. Com a modalidade digital, ele continua solicitando a numeração à Vigilância Sanitária, mas pode emitir a receita na plataforma que já usa, sem precisar imprimir e guardar blocos de papel. Isso simplifica a rotina do consultório e facilita o acompanhamento de pacientes que precisam dessas prescrições com frequência. O receituário em papel continua válido”, afirma Dr. Fábio Tabalipa, diretor médico e de dados da Memed.










