Levantamento do Opinion Box revela que o uso de medicamentos faz parte da rotina da maioria dos brasileiros, porém alerta para o avanço da automedicação e do consumo sem orientação profissional.
Os dados – obtidos a partir de entrevistas com 1.000 pessoas em março de 2026, em todo o País –, mostram que 85% compram medicamentos ao menos uma vez por mês, indicando que o consumo está mais associado à gestão contínua da saúde do que apenas a situações emergenciais.
E como os brasileiros reagem ao sentirem os primeiros sintomas?
- 42% recorrem diretamente a medicamentos que já conhecem ao sentir os primeiros sintomas;
- 16% marcam uma consulta presencial com especialista;
- 13% buscam atendimento médico imediato no pronto-socorro ou posto de saúde;
- 9% perguntam para algum profissional de saúde amigo ou familiar o que fazer;
- 7% procuram informações no Google sobre o que fazer;
- 6% procuram informações em alguma IA (Chat GPT, Gemini, etc) sobre o que fazer;
- 4% marcam uma consulta online;
- 3% perguntam para algum amigo ou familiar o que fazer.
Automedicação
O estudo indica que a decisão de tomar um medicamento por conta própria é um hábito presente.
- 38% disseram que primeiro se automedicam e só procuram um médico caso não apresentem melhora – situação que pode atrasar diagnósticos corretos, mascarar sintomas e até agravar quadros de saúde.
- 32% dizem utilizar medicamentos apenas em casos mais graves.
- 18% afirmam tomar exclusivamente medicamentos prescritos por médicos.
Para o varejo farmacêutico, os dados reforçam o papel estratégico do farmacêutico na orientação ao consumidor.
Bula
Outro ponto de atenção está relacionado ao acesso à informação:
- 25% afirmam ler a bula sempre;
- 21%, frequência;
- 33%, às vezes;
- 16%, raramente;
- 5%, nunca.
Segundo o relatório, esse comportamento pode favorecer erros de dosagem, desconhecimento de contraindicações e interações medicamentosas.
Escolha das marcas de medicamentos
Na hora da compra, os consumidores consideram diferentes fatores para escolher entre as marcas de medicamentos disponíveis:
- 33% escolhem pelo preço;
- 23% por recomendação médica;
- 17% pela confiança no laboratório/fabricante;
- 11% por indicação do atendente da farmácia;
- 9% por promoções ou cupons de desconto;
- 4% por indicação de amigos e familiares;
- 2% por indicação de influenciadores ou conteúdos em redes sociais.
Medicamentos genéricos em alta
O estudo também aponta um cenário favorável aos genéricos. Entre os entrevistados, 43% afirmam optar por medicamentos de marca apenas quando o genérico não apresenta grande diferença de preço, enquanto 24% preferem sempre os genéricos. Outros dados do levantamento apontam que:
- Apenas 7% disseram comprar exclusivamente medicamentos de marca.
- Os medicamentos de uso contínuo também fazem parte da realidade de grande parcela da população: 47% afirmam utilizar tratamentos contínuos.
- Já entre os medicamentos de uso pontual, 29% dizem consumir diariamente, e 11% pelo menos uma vez por semana.
Conhecimento limitado
Apesar da frequência elevada de consumo de medicamentos, 53% dos consumidores se consideram minimamente informados e somente 37% afirmam possuir conhecimento aprofundado sobre o tema.
Para especialistas do setor, o cenário reforça a necessidade de ampliar ações de educação em saúde dentro das farmácias, especialmente em temas ligados à automedicação, adesão ao tratamento e uso racional de medicamentos.










