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Home Doenças

90% dos infartos são preveníveis, diz pesquisador

10% dos hipertensos no Brasil têm a pressão arterial sob controle

André Silva Por André Silva
13 de agosto, 2025
em Doenças
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90% dos infartos são preveníveis, diz pesquisador

Foto: Shutterstock

Incluído no ano passado no prestigiado ranking da Universidade de Stanford dos cientistas mais influentes do mundo, o cardiologista e pesquisador brasileiro Álvaro Avezum foi um dos pioneiros da Medicina Baseada em Evidências no Brasil e autor de estudos que ajudaram a determinar os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a maior causa de morte no Brasil e no mundo, com cerca de 400 mil óbitos por ano.

Diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde também é Head de Cardiologia, o médico destacou, em entrevista ao Estadão, que tem hoje como uma de suas principais frentes de trabalho não apenas fazer novas descobertas, mas pesquisar formas para que elas se transformem em ações concretas de prevenção e tratamento em um País que ainda controla muito mal os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

10% dos hipertensos no Brasil têm a pressão arterial sob controle

Dados apresentados por ele ilustram o cenário: apenas 10% dos hipertensos no Brasil têm a pressão arterial sob controle; entre 20% e 30% dos pacientes que sofreram infarto e acidente vascular cerebral (AVC) não tomam nenhuma medicação para evitar novas complicações e 90% dos infartos poderiam ser evitados com o manejo de fatores de risco conhecidos.

Em países de renda média e baixa como o Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Um estudo global com mais de 300 mil pessoas de 27 países e que tem Avezum como um dos coordenadores verificou que, em nações de renda intermediária, como o Brasil, a proporção de mortes por causas cardiovasculares é o dobro do que em países ricos.

Lacuna de conhecimento

Para Avezum, há uma importante lacuna entre o conhecimento científico adquirido nas últimas décadas e a sua implementação. Para ele, há “nós críticos” que dificultam essa aplicação em diferentes dimensões: na conscientização da população sobre os riscos, na falta de atualização dos profissionais e na carência de priorização e recursos do sistema público de saúde.

Outra frente de pesquisa abordada por Avezum explora um campo por vezes visto com ceticismo: o impacto da espiritualidade no adoecimento. Segundo o especialista, pesquisas vêm correlacionando propósito de vida, otimismo e compaixão à redução de mortalidade.

Na entrevista abaixo, o pesquisador detalha o que suas pesquisas mostram sobre prevenção da doença cardiovascular e o que é necessário para que essas medidas sejam colocadas em prática no País para uma parcela maior da população. Leia abaixo os principais trechos da conversa.

No ano passado, o senhor foi um dos brasileiros a ser incluído na lista dos cientistas mais influentes do mundo pela Universidade de Stanford (EUA). O que o senhor destacaria como principais contribuições das suas pesquisas no entendimento das doenças cardiovasculares?

Depois da minha formação como cardiologista, sempre mantive um pé na pesquisa e na prática clínica. Pude trabalhar no Canadá na Universidade McMaster nos anos 93, 94 e 95 com o médico mais citado do mundo, que é outro cardiologista, o professor (Salim) Yusuf. E mantenho o vínculo até hoje colaborativo em pesquisa. E aí eu introduzi no Brasil, quando voltei, a Medicina Baseada em Evidências, que é a prática clínica baseada na melhor evidência científica disponível. Tem a ver com boa prática clínica, trazer informação que traga benefício real, claro e robusto para a população ou para o paciente. E com base nisso, primeiro detectamos que ninguém implementava na prática clínica o conhecimento que era gerado. E aí começamos a trabalhar com estudos de implementação na prática clínica do conhecimento existente. Até hoje é uma dor. Para você ter uma ideia, só 10% dos hipertensos do Brasil têm pressão arterial sob controle; 20% dos pós-infarto não usam um único medicamento e 30% dos pós-AVC também não fazem um único tratamento.

Então, veja que não é falta de conhecimento, mas falta implementação. Cerca de 25 anos atrás, cardiologistas influentes norte-americanos diziam, sem ter nenhuma base científica, que 50% dos casos de infarto não tinham fator de risco conhecido. E, a partir daí, começou a se procurar genética, inflamação, infecção, coagulação e tudo mais. Nós, ligados à McMaster, decidimos fazer um estudo para ver se isso era verdade ou não, e conduzimos o Interheart, para ver quais são os fatores de risco associados ao infarto. Conclusão: ao contrário daquilo que foi falado, 90% do risco de infarto é passível de prevenção por identificação de fatores de risco.

Há uns 12 anos, comecei a estudar também espiritualidade e adoecimento, em especial na minha área. E espiritualidade não é religião nem religiosidade. Espiritualidade envolve conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam o que pensamos, como nos comportamos e agimos no relacionamento consigo e com o outro, só que passível de mensuração. E, por fim, a gente tem olhado tudo isso e estou com uma nova definição, que não é de longevidade, mas de longevitalidade, que inclui não só aumentar a expectativa de vida, mas várias intervenções para viver melhor, como redução de eventos cardiovasculares e câncer, redução do declínio cognitivo, maior autonomia, que tem a ver com manter força muscular, e desfechos associados à espiritualidade que têm confirmação da literatura, como propósito de vida, satisfação com a vida, evitar solidão e isolamento social, prevenção de raiva, otimismo, disposição ao perdão, compaixão, dentre várias.

Quais são esses fatores de risco que, se identificados e controlados, poderiam prevenir 90% dos casos de infarto? E se há tanto conhecimento disponível, por que é tão difícil controlá-los?

Se eu falar de eventos cardiovasculares no Brasil, ou seja, se eu somar os casos de infarto, AVC e insuficiências cardíacas, 70% poderiam ser prevenidos com intervenções em dez fatores: pressão alta, obesidade abdominal, cigarro, força muscular, diabetes, alimentação não saudável, baixa escolaridade, sedentarismo, colesterol alterado e depressão. Os eventos cardiovasculares são a causa número 1 de hospitalização no Brasil, com 1,4 milhão de casos por ano. Eu conseguiria evitar 1 milhão desses casos controlando esses fatores de risco.

Agora, qual é o nosso dilema, qual é a nossa dor?

Existe uma lacuna entre o conhecimento disponível e a implementação na prática clínica. E isso é um fenômeno universal, pior em países de baixa renda, mas que também acontece em países de alta renda. Se nós pararmos com toda a pesquisa no mundo durante dez anos, e cuidarmos nos dez anos de implementarmos o conhecimento existente, especialmente na área cardiovascular, nós reduziríamos drasticamente o adoecimento da população. Não estou sugerindo parar a pesquisa, mas não dá para fazer pesquisa sem implementar o resultado de utilidade clínica que ela traz.

E quais são as dificuldades para implementar?

Nós sempre consideramos essa dificuldade em três pilares: o indivíduo ou a população, o profissional de saúde e o sistema de saúde. E você tem que fazer um diagnóstico dos nós críticos de cada pilar para entender o que está atrapalhando a implementação.

E quais são os nós críticos que mais atrapalham essa implementação hoje em cada um desses pilares?

Do ponto de vista do médico, é ter o conhecimento atualizado para poder identificar o risco e tomar uma conduta para o paciente mediante aquele risco. Então, é uma atualização científica.

Do ponto de vista da população, cabem campanhas de conscientização de quais são os principais fatores de adoecimento e o que fazer para reduzi-los. Uma vez nós fizemos na Sociedade Brasileira de Cardiologia uma pesquisa para ver qual era a conscientização da população sobre fatores de risco. Quando perguntamos, na época, qual era a principal causa de morte no País, a cardiovascular apareceu em quarto, e ela é a número um. As pessoas achavam que as principais eram violência, câncer e doenças infecciosas. Falta esse entendimento de que ela é a principal causa de morte e, principalmente, que isso pode ser prevenido.

Alimentação ou exercício: o que faz mais diferença no ganho de peso e emagrecimento?

No terceiro e último pilar, quando falamos de sistemas de saúde como um todo, nós devemos focar na prioridade porque os recursos sempre serão escassos ou finitos, então o sistema de saúde tem que priorizar as ações nas doenças estratégicas, ou seja, muito prevalentes, com alto risco alto de eventos e cuja complexidade aumenta custos.

Em países de economia intermediária como o nosso, 42% das causas de morte têm relação com doença cardiovascular. Quando sai da nossa condição econômica e vai para uma condição econômica de países como Canadá e Suécia, a cardiovascular reduz para 23%.

Por que decidiu iniciar estudos sobre espiritualidade? Enfrentou alguma resistência da comunidade científica?

Eu introduzi Medicina Baseada em Evidências, continuo com a minha prática e publicação científica dentro desse paradigma. Mas para não ser um um indivíduo que não é verdadeiramente um cientista, você tem que pesquisar tudo aquilo que é novo, senão é puro dogma.

O que esses estudos nos mostram?

Por meio de revisão sistemática, que é a totalidade da evidência científica, vimos que ter um propósito de vida reduz morte precoce em 17%. Ter satisfação com a vida reduz em 12% a morte precoce. Solidão e isolamento social aumentam mortalidade em 29%. Temperamento explosivo e raiva aumentam a incidência de diabetes em 50% e a insuficiência cardíaca em 44%. Um estudo feito na Suécia mostrou que adolescentes com mais compaixão tiveram menor prevalência de hipertensão arterial. Então, você olha essas coisas, não dá para ficar indiferente.

Nós conduzimos um estudo, que foi a tese de doutorado da doutora Maria Emília Teixeira, da Universidade Federal de Goiás, juntamente com o seu orientador, doutor Weimar Barroso, e eu sou o autor sênior dessa publicação, em que estudamos pacientes hipertensos tomando remédio. Um grupo recebeu uma intervenção baseada em espiritualidade e o outro, não. Qual foi a intervenção? Doze semanas, mensagens diárias de WhatsApp em quatro domínios: perdão, compaixão, otimismo e propósito de vida. E também o indivíduo uma vez por semana escreveu um diário sobre esses temas. Depois de 12 semanas, o grupo que recebeu essa intervenção teve uma redução de 7 mmHg de mercúrio na pressão sistólica e melhora da função endotelial, que é o revestimento interno das artérias.

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E o que temos pela frente na área de pesquisa da saúde cardiovascular?

Continuamos avaliando determinantes de adoecimento. Estou revisando um estudo sobre o impacto do aquecimento global na mortalidade, porque a gente tem medição de temperatura e poluição para avaliar os impactos. Estamos com outro projetos relacionados a alimentos multiprocessados e o risco de doença inflamatória do intestino, e propondo a quantidade que reduziria as chances de doença inflamatória.

Fonte: Guia da Farmácia
André Silva

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