O estresse é, infelizmente, um fato inevitável. Mas será que ele pode causar doenças? A resposta é sim. O estresse de longo prazo — definido como aquele que acontece de forma consistente — pode contribuir para muitos problemas de saúde, como diabetes, doenças cardiovasculares e problemas gastrointestinais crônicos, como a síndrome do intestino irritável (SII), e condições de saúde mental, como depressão e ansiedade.
Mas nem todo estresse é ruim. O psicólogo clínico Adam Borland, afirma que uma certa quantidade de estresse pode ajudar a manter-se alerta. “Experimentar uma quantidade controlável de ansiedade e preocupação nos ajuda a nos preparar para enfrentar os desafios da vida diária”, diz o Dr. Borland.
Além disso, refletir sobre uma situação estressante também pode ajudar a encontrar uma solução para um problema.
Mas quando o estresse se torna um companheiro constante, pode impactar a saúde. O Dr. Borland explica os efeitos do estresse no corpo e como lidar com essa questão.
Como o estresse impacta a saúde
O estresse torna-se um problema quando começa a afetar a nossa capacidade de fazer as coisas. Quando a preocupação começa a afetar o sono ou a ingerir comida ou álcool para se acalmar, isso pode ter um impacto negativo na saúde.
“Durante períodos de estresse físico ou emocional, o sistema nervoso simpático do corpo é ativado”, explica o Dr. Borland. Isso resulta no que é chamado de resposta de luta ou fuga: o corpo se prepara para se defender fisicamente de uma ameaça ou fugir, liberando cortisol.
O cortisol é um hormônio que sinaliza ao corpo para liberar glicose, um tipo de açúcar que fornece energia aos seus músculos. Os músculos precisam de glicose quando estão prestes a lutar ou fugir de um predador.
Embora a maioria dos nossos estressores modernos não exija tal resposta física — é improvável que você dê um soco no seu chefe ou fuja do prédio quando estiver enfrentando uma avaliação de desempenho — seu corpo ainda responde dessa forma. O cortisol também inibe a produção de insulina e estreita as artérias.
Uma vez que uma ameaça passa, os níveis de cortisol normalmente retornam ao normal e seu corpo se recupera dos seus efeitos. Mas quando o estresse é crônico, os níveis de cortisol permanecem elevados.
Sinais de que o estresse é um problema
Há uma conexão entre o estresse e a saúde: preocupações prolongadas podem contribuir para sintomas emocionais e comportamentais, incluindo:
- Ansiedade
- Irritabilidade
- Depressão
- Ataques de pânico
- Tristeza
- Incapacidade de concentração
- Dificuldade para realizar o trabalho
- Comer em excesso
- Problemas de abuso de substâncias
Além disso, pode causar reações fisiológicas, como:
- Exaustão
- Aumento da frequência cardíaca
- Pressão alta
- Dor no peito
- Respiração rápida
- Falta de ar
- Tontura
- Dor de cabeça
- Náusea
- Problemas digestivos, como dor de estômago
- Tensão muscular
- Dores e desconfortos
- Sistema imunológico enfraquecido
“É muito importante não ignorarmos os efeitos físicos e emocionais negativos do estresse”, diz o Dr. Borland. “Priorizar o autocuidado — sono, alimentação saudável, exercícios e atividade física, oportunidades sociais, consultas médicas regulares — é crucial para combater o estresse que todos nós vivenciamos diariamente.”
Como lidar com essa questão
É possível evitar problemas de saúde associados à preocupação crônica aprendendo a gerenciar melhor o estresse. O Dr. Borland oferece os seguintes passos para ajudar você a lidar com o estresse:
Alimentação saudável: adotar uma dieta balanceada e limitar a ingestão de cafeína e açúcar, que podem contribuir para a ansiedade e a insônia.
Atividade física diária: fazer algum tipo de exercício, seja treinamento de força, exercícios aeróbicos ou até mesmo passear com o cachorro.
Sono: estabelecer uma rotina para a hora de dormir, que pode incluir tomar um banho longo e quente ou tomar uma xícara de chá.
Tabaco e produtos com nicotina: parar de fumar, pois esse hábito pode piorar a dor crônica.
Meditação: respirar profundamente, repetir um mantra calmante ou visualizar um ambiente sereno.
Gatilhos de estresse: reduzir os gatilhos ao fazer o gerenciamento de tempo, estabelecer limites (não há problema em dizer “não”) e priorizar o tempo para si mesmo.
Família e amigos: manter contato com pessoas que o apoiam e participar de atividades divertidas com a família e os amigos.
Atividades calmas e criativas: pintar ou desenhar, cuidar do jardim, cozinhar, escrever um diário ou ouvir música. E dar uma pausa no celular e nas redes sociais também pode ajudar.










