O experimento envolveu 60 ratos acompanhados durante seis semanas. Os animais foram divididos em cinco grupos, incluindo grupos de controle e grupos submetidos a diferentes combinações de procedimentos e tratamentos.
O grupo que recebeu as células ectomesenquimais associadas aos demais procedimentos apresentou os resultados mais expressivos. Segundo os pesquisadores, os ratos voltaram a andar na terceira semana, indicando potencial de recuperação da função motora após a lesão.
Como as células atuam
Os resultados também ajudaram a esclarecer que as células-tronco não necessariamente substituem diretamente o tecido danificado. A hipótese observada é que elas atuem recrutando e produzindo substâncias capazes de favorecer a regeneração neuronal no local da lesão.
“Sabemos que é um caminho muito difícil a investigação das lesões medulares”, afirma Brian Coimbra, autor da tese desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP. Segundo o pesquisador, embora não tenha sido observada uma recuperação neurológica extremamente expressiva, os resultados positivos obtidos indicam um caminho que merece investigação.
Apesar dos resultados, a terapia ainda está longe de ser utilizada em pacientes. Os pesquisadores precisam compreender melhor os mecanismos moleculares envolvidos e avançar nos estudos antes de avaliar uma possível aplicação em humanos. Entre os próximos passos está a investigação de novas formas de translação da estratégia, inclusive para o desenvolvimento de tratamentos farmacológicos.
Saiba mais no site oficial da USP.










