O Ceará vivencia a quadra chuvosa entre os meses de fevereiro e abril. No entanto, apesar da temperatura mais amena e do céu nublado, especialistas recomendam à população algumas ações preventivas contra os danos causados pelos raios solares, que podem ocorrer mesmo em dias com mais nuvens no céu.
De acordo com a médica dermatologista Juliana Pinheiro, que atua na Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) por meio do Centro de Dermatologia Dona Libânia e no serviço de Telessaúde, é exatamente nos dias sem sol forte que as pessoas ficam mais expostas. “É comum que as pessoas deixem de reaplicar o protetor solar em dias nublados. Dessa forma, ele perde o efeito e as pessoas podem ser vítimas de queimaduras e outros problemas decorrentes da falta de proteção”.
A dermatologista também alerta que o protetor deve ser reaplicado, caso a pessoa se molhe na chuva. “Quando estamos em ambientes como praias e piscinas, o protetor solar precisa ser reaplicado a cada duas horas e a cada banho de imersão. Com a chuva, ocorre o mesmo, porque a água compromete a ação do protetor, assim como em caso de muito suor, como acontece com atletas em treinos intensos”, explica.
Para escolher o protetor solar ideal, a população deve estar atenta ao tipo de proteção e ao fator de proteção solar (FPS). “O FPS deve ser a partir de 30 e proteger contra os raios UVA e UVB. Essas informações devem estar claras na embalagem”.
Em dias de trabalho, se a pessoa cumprir expediente em local coberto e fechado, a orientação é reaplicar uma vez ao dia. “Se a pessoa trabalhar em ambiente com ar-condicionado, por exemplo, basta reaplicar o protetor na hora do almoço. Hoje, existem produtos em formato de bruma e bastão, que facilitam a reaplicação por cima da maquiagem”, diz.
Quem tem melasma, condição que provoca manchas escuras na pele, deve ficar ainda mais atento à proteção, sob pena de as manchas se intensificarem. “O melasma é ativado pelo sol e por altas temperaturas. Mesmo na sombra, a pessoa pode ter o problema piorado se não usar o protetor”.
Já nos dias mais quentes, além do protetor solar, a população deve optar por acrescentar outras medidas protetivas, como blusas e roupas de banho com proteção UV, óculos e chapéus. No dia a dia, é necessário priorizar roupas leves com tecidos naturais, como o algodão. “Quando a pessoa usa roupas com tecidos sintéticos, muitas vezes, a transpiração ocorre e o suor não evapora, o que pode ocasionar brotoejas e irritação na pele”.
Queimei a pele. E agora?
Em caso de queimaduras solares, os impactos maiores estão no longo prazo. “Quem tem mais queimaduras pelo sol durante a infância e a adolescência, tem mais riscos de desenvolver câncer de pele, porque os efeitos nocivos do sol são cumulativos”, orienta a médica.

Para aliviar os sintomas incômodos dessas queimaduras, como ardência, dor e vermelhidão, a hidratação deve ser intensificada. “Se a pessoa sofrer queimaduras, a depender da intensidade, é preciso buscar atendimento médico. Em alguns casos, pode ser preciso tomar um corticoide tópico prescrito por um profissional de saúde”.
Outra medida importante para manter a integridade da pele é a hidratação. “A nossa pele precisa de muita água para manter sua integridade e sabonetes em excesso podem trazer irritação. O ideal é que a pessoa só use sabonete uma vez por dia, com banhos rápidos e seguidos da aplicação de uma camada de hidratante, que deve ser utilizado com a pele ainda úmida”, finaliza.
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