O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que propõe mudanças nas recomendações de vacinação infantil do país. A medida reduz de 18 para 11 o número de vacinas indicadas rotineiramente para todas as crianças. Entre os imunizantes retirados estão os contra covid-19, rotavírus, gripe, hepatites A e B e meningite bacteriana.
O decreto também orienta que algumas vacinas combinadas sejam separadas e aplicadas em consultas diferentes. Especialistas alertam que a mudança pode exigir mais visitas aos serviços de saúde, aumentando o risco de atrasos nas doses e, consequentemente, de queda na cobertura vacinal.
A medida ainda não altera automaticamente o calendário de vacinação nos estados americanos. As recomendações formais passam pelo comitê consultivo de imunização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e o decreto pode ser contestado judicialmente. O cenário preocupa especialmente porque os Estados Unidos enfrentam seu pior surto de sarampo em 35 anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou que as recomendações de vacinação são baseadas em décadas de pesquisas e evidências científicas. Segundo estimativa citada no material, a vacinação infantil nos EUA entre 1993 e 2023 evitou 508 milhões de casos de doenças, 32 milhões de hospitalizações e mais de 1 milhão de mortes.










