O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) divulgou os dados de vendas de julho de 2026, que mostraram crescimento consistente no varejo e na indústria farmacêutica. As vendas ao consumidor cresceram 9,1% na comparação anual. Já as vendas da indústria para farmácias e distribuidores avançaram 9,3% no mesmo período.
Embora o ritmo tenha desacelerado em relação a junho, o desempenho permaneceu sólido. No mês anterior, as vendas ao consumidor haviam crescido 11%, enquanto as vendas da indústria avançaram 8,5%.
Medicamentos impulsionam o setor
Na avaliação do Banco Safra, o desempenho robusto dos últimos meses provavelmente reflete o avanço dos medicamentos da classe GLP-1, usados principalmente no tratamento do diabetes e da obesidade.
O banco espera que o aumento da oferta e da demanda por esses produtos continue favorecendo o mercado farmacêutico ao longo dos próximos meses.
Nesse cenário, o Safra mantém uma visão otimista para o setor e projeta uma aceleração do crescimento das empresas acompanhadas no terceiro trimestre de 2026. As estimativas variam de 10% a 17% na comparação anual.
Esse desempenho também pode resultar em ganhos de participação de mercado para as redes de farmácias analisadas pelo banco.
Visão positiva para o setor
Os dados do Sindusfarma reforçam a leitura do Safra de que o mercado farmacêutico deve continuar crescendo em 2026.
A expansão da oferta e da demanda por medicamentos para diabetes e obesidade deve permanecer como um dos principais vetores do setor. Além disso, o desempenho das redes de farmácias pode ganhar força no segundo semestre.
Entre as empresas acompanhadas, o Safra mantém uma visão mais positiva para a Raia Drogasil, a Panvel e a Pague Menos. Para a Hypera, a expectativa é de retomada do crescimento acima do mercado de medicamentos sem patente.










