Uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas) e divulgada em junho de 2025 identificou resultados promissores no combate ao câncer de mama por meio de nanopartículas de óxido de ferro. A tecnologia conseguiu reduzir o crescimento de tumores e a presença de células cancerígenas nos pulmões de camundongos, além de estimular a resposta do sistema imunológico.
O estudo utilizou nanopartículas de óxido de ferro revestidas com polianilina, capazes de modificar o ambiente em que o tumor se desenvolve. A estratégia busca impedir que o câncer consiga escapar da ação das defesas naturais do organismo.
Nos experimentos, os pesquisadores observaram aumento das células natural killers (NK), responsáveis por reconhecer e destruir células alteradas, e redução de neutrófilos associados à progressão tumoral. Também foi identificada uma alteração no comportamento dos macrófagos, células de defesa que podem favorecer ou combater o desenvolvimento do câncer.
Outro resultado importante foi a redução dos focos de células tumorais nos pulmões dos animais tratados, indicando menor disseminação da doença. Os pesquisadores também observaram diminuição de aproximadamente 50% no volume e no peso dos tumores.
Os resultados foram publicados em maio de 2025 na revista científica Cancer Nanotechnology e representam mais um avanço de uma linha de pesquisa brasileira sobre o potencial das nanopartículas no tratamento do câncer.
Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda não está disponível para pacientes. São necessários novos estudos para avaliar segurança, dosagem e possíveis efeitos adversos antes do início dos testes clínicos em seres humanos.









