O cinema brasileiro voltou a ganhar projeção internacional em 2026 com o desempenho histórico de O Agente Secreto, que recebeu quatro indicações ao Oscar e igualou o recorde alcançado por Cidade de Deus em 2004. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa concorre nas categorias Melhor Direção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Filme. A cerimônia acontece em 15 de março, em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien.
Para farmacêuticos, o reconhecimento da arte brasileira no maior palco do cinema mundial vai além do entretenimento. “A cultura tem impacto direto na saúde mental e emocional das pessoas. O cinema provoca reflexão, gera pertencimento e contribui para a felicidade coletiva, que também é um determinante de saúde”, afirma a farmacêutica Ana Paula Ribeiro, ao comentar a relevância das indicações.
Ela ressalta que ver brasileiros alcançando o topo do mundo fortalece a autoestima nacional. “Quando um filme brasileiro disputa o Oscar, mostramos que somos capazes de produzir conhecimento, sensibilidade e excelência. Isso vale para a arte, para a ciência e para a saúde”, diz.
Outro destaque da premiação é a indicação de Adolpho Veloso na categoria Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem. Para o farmacêutico e pesquisador Carlos Henrique Souza, esse reconhecimento dialoga diretamente com o papel dos cientistas brasileiros no cenário global. “Assim como artistas, nossos cientistas produzem conhecimento de alto nível, muitas vezes com poucos recursos. Valorizar a cultura ajuda a criar um ambiente que também reconhece e apoia a ciência”, afirma.
Na avaliação dos profissionais, arte e saúde caminham juntas ao estimular pensamento crítico, empatia e qualidade de vida. “Cuidar da saúde não é apenas tratar doenças, mas promover bem-estar. A cultura cumpre esse papel de forma poderosa, assim como a ciência e a assistência em saúde”, conclui Souza.










